O que houve?
Talvez um domingo perdido?
Em mim... ou em você... como pôde?
Estou como um tapete...estendido... rendido...
Perdido no mundo de mim, que fiz de você
Perdido, achei, a ilusão de te querer...
A ilusão, dum domingo ensolarado
Um pequenique num parque, toalha no gramado...
E momentos tão agradáveis quanto um banho de sol...
Mas você... se foi
Se foi o pequenique... o sol
Fiquei pra depois,
Me perdi na luz do teu farol....
O que houve?
Talvez um domingo perdido?
A ilusão, dum domingo ensolarado
Mas você... Como pôde?...
Então... Choveu no domingo
O pequenique ficou perdido,
Molhado como eu... rendido.
Olá!!!!!
Você está entrando num mundo de sensações poéticas, lembre-se, tudo o que você possa vir a sentir será de sua inteira responsabilidade.
PHOENIX
sábado, 29 de agosto de 2009
domingo, 4 de maio de 2008
poema de Luiz Marenco

"Têm coisas que tem seu valor
Avaliado em quilates, em cifras e afins
E outras não têm o apreço
Nem pagam o preço que valem pra mim
Tenho uma velha saudade
Que levo comigo por ser companheira
E que aos olhos dos outros
Parecem desgostos por ser tão caseira
Não deixo as coisas que eu gosto
Perdidas aos olhos de quem procurar
Mas olho o mundo na volta
Achando outra coisa que eu possa gostar
Tenho amigos que o tempo
Por ser indelével, jamais separou
E ao mesmo tempo revejo
As marcas de ausência que ele me deixou...
Carrego nas costas meu mundo
E junto umas coisas que me fazem bem
Fazendo da minha janelaImenso horizonte, como me convém
Daz vozes dos outros eu levo a palavra
Dos sonhos dos outros eu tiro a razão
Dos olhos dos outros eu vejo os meus erros
Das tantas saudades eu guardo a paixão
Sempre que eu quero, revejo meus dias
E as coisas que eu posso, eu mudo ou arrumo
Mas deixo bem quietas as boas lembranças
Vidinha que é minha, só pra o meu consumo...
"- Luiz Marenco"
sexta-feira, 2 de maio de 2008
agora...

Ainda sinto tua boca
ainda sinto tuas mãos
suspenderem o meu fôlego
ainda sinto o teu corpo
abraçando o meu...
e você já se despediu,
e você já se foi
pela porta que te deixou entrar
deixou o vazio dormir comigo
e você, que ainda sinto teu olhar
flamejando... me dissolvendo
e você que não está
que levou teu olhar
tua boca, tuas mãos
e o meu escorpião,
que guardava
para essa ocasião
para me salvaguardar
agora, sem guarda
sem você, sem nada.
sábado, 5 de abril de 2008

Tenho visto,
vivido
sentido
muita coisa
muita coisa
tenho
feito
refeito
bem e mal feito
tenho esquecido
perdido
ferido
muita gente
muita gente
tenho
achado
escutado
calado
tenho escrito
fundido
punido
muito de mim...
muito de mim
e de um grau tanto
que qualquer santo
acha um espanto
eu ainda sobreviver
sem viver
o total, sem ter
o tato, sem ver
o ato... sem ser
eu, e me rever!
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
saudades do que não vivi

Tenho saudades
Daquilo que não vivi
Tenho vontades
Daquilo que não comi
Quero rever
lugares que não vi
quero ler
em linguas que não aprendi
Quero chover
em flores que não sei ser
quero ensolarar
em campos que não irei ver
Quero dançar
músicas que não conheço
quero garimpar
jóias que não mereço...
Quero tudo assim
no nada dentro de mim
transbordando de mundo
cheio de um chão profundo
Tudo... onde o nada
é mundo... e instigante
tudo... onde o calor
abrasa... e é congelante...
Quando...
Quando todo esse barulho passar
Vai ser mais fácil pra pensar
Vai ser mais fácil pra falar
Quando toda essa balbúrdia passar
Quando tudo isso acabar
Estarei esperando... sem me abalar
Estarei esperando....sem embalar
Novos sonhos sonhos.... nem antigos
Nem aqueles esquecidos
Nem os que não foram atingidos
Estarei esperando... passar
Todo esse fogo parar
Quando tudo isso parar
Tudo vai se acalmar
Daí poderei pensar
Poderei me renovar
Poderei me recriar
Na paisagem que busquei
Na mesma que não achei
Na mesma que não flertei
Quando tudo isso passar
E todo esse fogo se acalmar
Daí poderei me calar... e pensar
Daí poderei parar... e me restaurar
sábado, 22 de dezembro de 2007
tudo velho de novo
Mais uma festa
de adeus...
Mais uma seresta
sem risos, só festa
Tanto que queria ir
Mas só olhava...
e só podia sorrir
mostrando educação
sem nenhuma emoção
nem alegria
nem tanto
nem tão pouco
e tanto que queria
perder a monotonia...
Mil abraços...fortes...fracos
desejos de felicidades...fracos
Mas continuo na cidade
no meu quarto
com meu corpo farto...
De tanto ver
e rever... rever...
o mesmo filme
tudo de novo...
o novo
tudo velho...
de novo...
de adeus...
Mais uma seresta
sem risos, só festa
Tanto que queria ir
Mas só olhava...
e só podia sorrir
mostrando educação
sem nenhuma emoção
nem alegria
nem tanto
nem tão pouco
e tanto que queria
perder a monotonia...
Mil abraços...fortes...fracos
desejos de felicidades...fracos
Mas continuo na cidade
no meu quarto
com meu corpo farto...
De tanto ver
e rever... rever...
o mesmo filme
tudo de novo...
o novo
tudo velho...
de novo...
adiante...

Um dia
Ela vai
embora....
procurar um ninho
remover um espinho....
Um dia
sem sol
mas também
sem chuva
Com norte
sem sorte
e sem azar
vai se achar...
Vai perder a morte
vai reencontrar
a roupa certa
pra vestir
e poder sair
não vai
perder noites
vai achar dias
sol... chuva...vida
sem muita rima
com alguma estima
pelos acasos
tão escassos
Um dia ela vai
encontrar
um sábado ou
um domingo
em um pequenique
e num quadrado
daquele tecido
encontrar versos
e respostas...
um dia...
ela vai... adiante...
sábado, 24 de novembro de 2007
Ponto de Interrogação

Por Quê?...
...quanto mais tento explicar,
Menos se tenta entender
Quanto mais se tenta tentar
Menos se tenta querer
Procuro uma agulha no palheiro
Que está mexido e remexido
De eu tanto, tanto procurar e, sempre, encontrar...
Os mesmos mapas pras mesmas estradas que dão em nada
Canso de procurar Uma forma de falar
De mostrar, que nada são contos de fada
e que afinal de contas
é como a história de Tróia
nem tudo são contas de jóia
sempre são contas, pra se pagar
e, se não tem dinheiro...
como fica seu travesseiro?
roto de tanto virar e não dormir
de tanto tentar e não conseguir...
Tento falar...
Tento explicar...
Tento mostrar...
Tento desenhar...
Mas...quanto mais se faz
menos se é capaz
de se entender
aquilo que se quer dizer
Por Quê?
Urbanismo
metrô, ônibus trem...num vai e vem
num vem
e vai que ninguém mais
sorri,
conversa,
contempla,
passeia,
é tanta giratória
nas portas das horas...
tempo!... tempo!...
páre, respire, olhe, pense...
é tanto estopim
na entrada do metrô
na saída do trem
no caminho do ônibus
que não se sabe
se quem está
ainda é gente
se ainda sente
uma pontada no peito
de ter que ser desse jeito...
tempo... tempo...
é necessário ar!
é necessário parar!
é necessário não continuar!
tempo, tempo...
sem poupança
com desesperança
e certeza...
de que tempo
é o que mais perdemos
sábado, 20 de outubro de 2007
"Quê"
Então com uma cara de "Quê" eu fiquei, parada ali, sem saber, o "porque" do "prá que" que tudo tinha se desenhado, com aqueles tipos de tintas e pincéis.... e aquela tela... em branco.... como a me pedir uma ação.... e eu ali, com aquele "Quê", que não me dixava nem ir nem vir... nem voltar nem sair, tentar nem resistir.... Então, como aquele espaço imenso entre "eu e eu" fiquei... nem cantei, nem dançei, nem respirei... percebi então aquilo que eu mais comumente conhecia como vida, aquilo, havia se perdido... havia mesmo me ignorado, e eu estava num limbo, perdido do mundo, e em mim, encontrado.
sábado, 7 de julho de 2007
quarta-feira, 27 de junho de 2007
domingo, 13 de maio de 2007
...Então...

...Então estou aqui
vendo meu navio passar
meu mar se acalmar
minha vida...se afogar...
então estou aqui
com a garganta queimando
por um motivo que esqueci
por um mot8vo que está me exaltando...
é como quase vir à tona
é como quase vencer a maratona
é como quase nascer...
mas depois perceber
que não dá pra nadar
que não da mais pra correr
que se perderam as esperanças...
..então, estou aqui...
mas sem eu querer
tem sempre um vulcão
pronto pra reaparecer
pronto pra explodir
sábado, 7 de abril de 2007
O Tempo
E então?

O que vai ser?
O que você vai querer?
Qual o seu pedido?
Vai querer um sanduíche
De tudo o qu está perdido?
Mas como sem ingredientes?
Não servem estes
que estão soltos
Na tua mente...
Porque se assim fosse,
O que seria da ema
sem gemer
o som da meia-noite
O que seria o chicote
sem bater
Aquele o açoite
O que seria de mim,
sem qualquer lua
que me tivesse assim
como aurora nua?
Então?
pergunto-te agora
qual a última hora?
como ultimo número
de algum jornal
contando mais um caso banal?
São palavras escritas
ou soltas ao vento?
são talvez...escafandristas
procurando num fundo
qualquer, de algum mar
algum tipo de mundo
pra poder naufragar?
E então
o que vai ser?
Qual seu pedido?
terça-feira, 3 de abril de 2007
PAUSA, QUE NINGUÉM É DE FERRO
Quando o tempo esquentaQuando a vida insana
Quando o stress encena
Quando o “se” apoquenta
E este imenso calo é...
Pausa para o café.
Quando o amigo insana
Quando o stress barganha
Quando a vida encena
Quando o amor apoquenta
O mau tempo espanta
E você não se agüenta...
Pausa para o café.
Podes crer camarada!
Quem avisa amigo é:
Não faz buraco no bolso
Cura todas as feridas
Extermina os alvoroços
E acrescenta o perfume na vida
É o grão-motivo, é a causa,
Pausa...para o café!
(anônimo)
domingo, 1 de abril de 2007
Uma de Nietzsche
+4.jpg)
“A única grande vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez. Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Viver quer dizer ser cruel e implacável contra tudo o que em nós se torna fraco e velho. O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo“.
(Friedrich Nietzsche)
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