Pra acordar, café.
Pra conversar, café.
Pra deixar o tempo passar, café.
Pra depois que for almoçar, café.
Pro fim de tarde se esticar, café.
Pra depois que for jantar, café.
Pra ver tv e cochilar, café.
Pra dormir e sonhar, café.
Pra acordar, café ...
Olá!!!!!
Você está entrando num mundo de sensações poéticas, lembre-se, tudo o que você possa vir a sentir será de sua inteira responsabilidade.
PHOENIX
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
FalsIdade (por: Cesar Veneziani)
planos, planos
e lá se vão os anos
a gente adia
a execução
e a covardia
entra em ação
o sonho, então
vira mera desculpa
culpa transferida
e a ferida
do não fazer
corrói a esperança
aí se lança
mão da senilidade
e na idade avançada
se volta a ser criança
mas não de verdade
e lá se vão os anos
a gente adia
a execução
e a covardia
entra em ação
o sonho, então
vira mera desculpa
culpa transferida
e a ferida
do não fazer
corrói a esperança
aí se lança
mão da senilidade
e na idade avançada
se volta a ser criança
mas não de verdade
Escrito por Cesar Venezianisexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Querer à flor da pele
Ando tão a flor da pele,
Que quero tudo... e o tudo tem que ser agora,
rasgado, varado... embebido em prazer...
quero, apenas quero, e não quero nem saber...
Ando tão a flor da pele,
que quero minha pele suada
pelo sol, que bate no deserto...
aquele sol, quente... cortante...
aquele mesmo sol, do olhar querente...
Quero, aquele querer sem fim...
quero aquele desejo... aquele do último suspiro
aquele mesmo desejo, de vida...
quero e apenas quero... à flor da pele
Um beijo
Olhava para ele paralizada, e se perguntava se era mesmo o convite que pensava ver, mesmo vendo seus lábios, tomados de volúpia e desejo, quase roçando os seus.
Aproximou-se, fechou os olhos, e o mundo sumiu, e tudo silenciou-se, no meio de toda aquela gente, sentiu o paraíso dentro de si.
Tudo então havia mudado, sabia que poderia voar, que não cairia, que poderia mandar no tempo, se quisesse, não mais choveria, sabia que poderia tudo.
Mas não quis nada, só pegou todo aquele momento, com carinho, guardou no bolso, com cuidado, e quando chegou em casa, o depositou numa caixinha de jóias, era afinal a mais preciosa.
E foi dormir, feliz!
Aproximou-se, fechou os olhos, e o mundo sumiu, e tudo silenciou-se, no meio de toda aquela gente, sentiu o paraíso dentro de si.
Tudo então havia mudado, sabia que poderia voar, que não cairia, que poderia mandar no tempo, se quisesse, não mais choveria, sabia que poderia tudo.
Mas não quis nada, só pegou todo aquele momento, com carinho, guardou no bolso, com cuidado, e quando chegou em casa, o depositou numa caixinha de jóias, era afinal a mais preciosa.
E foi dormir, feliz!
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Sr. Natal
Era então de novo o tal o senhor Natal, batendo à minha porta, vinha de novo me cobrar, a conta que eu não tinha pago no ano passado.
Era ele, e não tinha como negar, tinha que fazê-lo entrar... o Sr. Natal!
Ele veio com um cântico, que de tão doce, quase fico com diabetes, veio com umas lamúrias, que precisei fazer um esforço, para lembrar-me de que se tratava de uma festa, me veio com um sermão, que me senti na própria basílica de são pedro, ele me veio, então com olhos de quem pede presente, que me senti de vermelho e barbado...
Daí não entendi, uma coisa não combina com a outra, ou é festa pagã, ou é festa cristã, mas aí me disse então o sr Natal, com olhos de cristal, são os dois, as explicações sempre se deixa pra depois!
Era ele, e não tinha como negar, tinha que fazê-lo entrar... o Sr. Natal!
Ele veio com um cântico, que de tão doce, quase fico com diabetes, veio com umas lamúrias, que precisei fazer um esforço, para lembrar-me de que se tratava de uma festa, me veio com um sermão, que me senti na própria basílica de são pedro, ele me veio, então com olhos de quem pede presente, que me senti de vermelho e barbado...
Daí não entendi, uma coisa não combina com a outra, ou é festa pagã, ou é festa cristã, mas aí me disse então o sr Natal, com olhos de cristal, são os dois, as explicações sempre se deixa pra depois!
domingo, 13 de dezembro de 2009
Gestos
E veio até mim... vieram suas mãos, acompanhadas daquele sorrisos, que combinavam com seus olhos, mas estavam nervosas, aquelas pernas, não sabiam muito bem o que faziam, e a porta da casa, ali, como a perguntar, e agora, o que vais fazer? Entendia a pergunta, mas me olhava tão profundamente, que emudecia-se tudo, até o barulho da rua!
Então, ouviu algo, do lado de fora da porta, e aí lembrou que era só uma visita, formal, que tinha que ir embora, porque afinal, quem de direito, estava prestes a entrar.
Olhou, seu sorriso, não consegiui atrevessar sequer os dentes.
Pegou seu casaco.
Saiu.
Saiu.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Estação
Naquele banco,
Daquela estação...
Deixei ele, vermelho...
Esquecido, grande, vazio
E ao mesmo tempo...cheio...
Mas não o esqueci,
Como fiz pareceer... o vi
E sofri, por deixar ele ali...
E ele ficou...e eu... fui
Sozinha...
Sozinha...
Porém, ao deixar seu coração
Nunca me veio tão forte sua palpitação
Nunca, a tua presença, me marcou tanto,
Nunca você, me foi tão forte, como a um santo.
Em que se deixa a imagem, mas se leva a fé...
Nunca, alguém me falou tanto ao meu âmago...
Nunca alguém, me preencheu tanto a razão...
Quanto a você... anjo da santa sé,
Perdido, e, talvez, esquecido numa estação...
Está, estancado e definido dentro da minha pulsação!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Um Poema Para Marcelo
(sub-titulo: O escritor)
Eu era só novidade...
Eu era só novidade...
Vi em mim, minha cidade
meu ser, era o estar ali...
meu ser, era estar... e fim.
Mas eu que me escrevi
Nestas linhas imaturas
Nem sequer eu as li
Nem sequer senti tuas fraturas
Porque aquilo era eu...
No fundo do fundo da minha alma
Lavada do desejo de não ser eu ali...
Mas estava sorrindo a todos dali...
Era eu sim... o escritor
Era eu sim... aquela dor
Era eu... todo fogo que arde
Toda a essência que invade ...
Era eu... naquele dia,
naquele minuto preciso...
Com aquele livro...
Guardando em mim, mais um ser... vivo!
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Houve...
Houve um "não houve" de coisas...
Existiu, uma inexistência de ações
Houve uma fraquesa de forças
Existiu, uma ruptura de razões...
Existiu até um adeus...
Logo seguido de um olá
E tudo continuou, nos olhos teus
Da mesma maneira que está...
Mas nada está, como se quer estar
Nada está, da forma que se pensa ficar,
E teu olhar, pode não observar
Mas nada que ainda há, vai continuar...
Lamento... é o que sinto
Um grande lamento por tudo
É sempre triste o que é finito
É sempre uma espécie de luto
Haverá talvez um dia
Em que tudo será igual
Um raio perdido de alegria
Um sol perdido no temporal
Haverá, sempre há...
Algum sorriso, escondido
Naquele dia, que um dia surgirá
Sem sofrimento, ficando até bonito.
Existiu, uma inexistência de ações
Houve uma fraquesa de forças
Existiu, uma ruptura de razões...
Existiu até um adeus...
Logo seguido de um olá
E tudo continuou, nos olhos teus
Da mesma maneira que está...
Mas nada está, como se quer estar
Nada está, da forma que se pensa ficar,
E teu olhar, pode não observar
Mas nada que ainda há, vai continuar...
Lamento... é o que sinto
Um grande lamento por tudo
É sempre triste o que é finito
É sempre uma espécie de luto
Haverá talvez um dia
Em que tudo será igual
Um raio perdido de alegria
Um sol perdido no temporal
Haverá, sempre há...
Algum sorriso, escondido
Naquele dia, que um dia surgirá
Sem sofrimento, ficando até bonito.
domingo, 6 de setembro de 2009
Achados & perdidos.
Marcelo Nocelli (em seu sarau em santana, tel: 3467-6160), visite seu site: mnocelli@uol.com.br muito bom!Embora esteja numa página de poemas é um conto... e esse não é meu, é de um escritor com livro já editado, contos premiados, enfim, um expert na arte de escrever...
"quem sabe um dia chego lá também"! Boa leitura...
Conto
Achados & Perdidos.
Eu nunca achei nada. É nunca encontrei nada. Na minha família todo mundo já achou alguma coisa. Minha irmã já achou dinheiro na rua, minha mãe já achou corrente de ouro, carteira, cartão telefônico e até cartão de crédito. Até meu pai já achou coisas nesta vida: corrente de ouro, livro em banco de praça. Meu pai também já achou que eu era veado. Hoje ele não acha mais isso. Hoje ele acha que eu sou vagabundo.
Eu nunca achei nada. Nunca achei dinheiro na rua. Nunca achei uma faculdade ou curso que me interessasse. Nunca achei emprego e nunca achei uma namorada decente.
Desde criança é assim. E pior que não achar nada, é ser sempre achado. Imaginem o sofrimento que era pra mim uma simples brincadeira de esconde-esconde.
É... Sempre fui achado. A polícia já achou que eu era maconheiro, ladrão... Meus vizinhos acham que eu sou mal-elemento. Meu pai, como disse acha que sou vagabundo, e minha mãe acha que eu sou um coitado. E eu, não acho nada.
E mesmo quando achava alguma coisa. Achava errado. Tempos atrás, uma garota lá do bairro, que já saiu com todos os meus amigos e inimigos disse que achava que estava grávida. Esperando um filho meu. Eu achava que não poderia ser meu. A mulher saiu com todo mundo. E não é que era. DNA e tudo. Naquele dia achei que eu estava fodido. Mas não. Achei errado mais uma vez. O menino já está com cinco anos. É um garoto esperto. A mãe não me cobra nada. E posso vê-lo quando quero. Acho que está tudo bem. Melhor não achar nada por enquanto. Acho que a mãe dele gosta de mim. Mas acho que ela acha que eu não seria um bom marido, talvez nem um bom pai. Acho que ela pensa isso porque eu nunca achei um emprego, conseqüentemente nunca tenho dinheiro pra nada, e um homem sem dinheiro, para uma mulher, não vale nada.
Ela arranjou um outro cara. Estão morando juntos. E por isso meu pai agora acha que eu sou corno. Mas eu não acho isso, nunca tivemos um relacionamento. Foi apenas uma transa. Eu acho.
Durante muito tempo fiquei achando que realmente não daria em nada. Que minha vida era fútil, que nunca acharia nada pra fazer... Mas de uns tempos pra cá, comecei a me interessar por poesia. E agora estou achando que sou poeta e meu pai continua achando que eu sou um vagabundo.
Marcelo Nocelli
(também escritor do Livro "O ESPÚRIO")
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
vinho
vinho
vinho... vermelho paixão
vinho... seco sertão...
vinho... molhado desejo...
... do teu beijo...
em suspiros, na nuca
em suspiros... e nunca...
perder o sabor do tinto
escorrendo boca a dentro...
como um sortido fomento...
de tudo... do teu e do meu...
mundo
vinho... vermelho paixão
vinho... seco sertão...
vinho... molhado desejo...
... do teu beijo...
em suspiros, na nuca
em suspiros... e nunca...
perder o sabor do tinto
escorrendo boca a dentro...
como um sortido fomento...
de tudo... do teu e do meu...
mundo
sábado, 29 de agosto de 2009
Pequenique de Domingo
O que houve?
Talvez um domingo perdido?
Em mim... ou em você... como pôde?
Estou como um tapete...estendido... rendido...
Perdido no mundo de mim, que fiz de você
Perdido, achei, a ilusão de te querer...
A ilusão, dum domingo ensolarado
Um pequenique num parque, toalha no gramado...
E momentos tão agradáveis quanto um banho de sol...
Mas você... se foi
Se foi o pequenique... o sol
Fiquei pra depois,
Me perdi na luz do teu farol....
O que houve?
Talvez um domingo perdido?
A ilusão, dum domingo ensolarado
Mas você... Como pôde?...
Então... Choveu no domingo
O pequenique ficou perdido,
Molhado como eu... rendido.
Talvez um domingo perdido?
Em mim... ou em você... como pôde?
Estou como um tapete...estendido... rendido...
Perdido no mundo de mim, que fiz de você
Perdido, achei, a ilusão de te querer...
A ilusão, dum domingo ensolarado
Um pequenique num parque, toalha no gramado...
E momentos tão agradáveis quanto um banho de sol...
Mas você... se foi
Se foi o pequenique... o sol
Fiquei pra depois,
Me perdi na luz do teu farol....
O que houve?
Talvez um domingo perdido?
A ilusão, dum domingo ensolarado
Mas você... Como pôde?...
Então... Choveu no domingo
O pequenique ficou perdido,
Molhado como eu... rendido.
domingo, 4 de maio de 2008
poema de Luiz Marenco

"Têm coisas que tem seu valor
Avaliado em quilates, em cifras e afins
E outras não têm o apreço
Nem pagam o preço que valem pra mim
Tenho uma velha saudade
Que levo comigo por ser companheira
E que aos olhos dos outros
Parecem desgostos por ser tão caseira
Não deixo as coisas que eu gosto
Perdidas aos olhos de quem procurar
Mas olho o mundo na volta
Achando outra coisa que eu possa gostar
Tenho amigos que o tempo
Por ser indelével, jamais separou
E ao mesmo tempo revejo
As marcas de ausência que ele me deixou...
Carrego nas costas meu mundo
E junto umas coisas que me fazem bem
Fazendo da minha janelaImenso horizonte, como me convém
Daz vozes dos outros eu levo a palavra
Dos sonhos dos outros eu tiro a razão
Dos olhos dos outros eu vejo os meus erros
Das tantas saudades eu guardo a paixão
Sempre que eu quero, revejo meus dias
E as coisas que eu posso, eu mudo ou arrumo
Mas deixo bem quietas as boas lembranças
Vidinha que é minha, só pra o meu consumo...
"- Luiz Marenco"
sexta-feira, 2 de maio de 2008
agora...

Ainda sinto tua boca
ainda sinto tuas mãos
suspenderem o meu fôlego
ainda sinto o teu corpo
abraçando o meu...
e você já se despediu,
e você já se foi
pela porta que te deixou entrar
deixou o vazio dormir comigo
e você, que ainda sinto teu olhar
flamejando... me dissolvendo
e você que não está
que levou teu olhar
tua boca, tuas mãos
e o meu escorpião,
que guardava
para essa ocasião
para me salvaguardar
agora, sem guarda
sem você, sem nada.
sábado, 5 de abril de 2008

Tenho visto,
vivido
sentido
muita coisa
muita coisa
tenho
feito
refeito
bem e mal feito
tenho esquecido
perdido
ferido
muita gente
muita gente
tenho
achado
escutado
calado
tenho escrito
fundido
punido
muito de mim...
muito de mim
e de um grau tanto
que qualquer santo
acha um espanto
eu ainda sobreviver
sem viver
o total, sem ter
o tato, sem ver
o ato... sem ser
eu, e me rever!
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
saudades do que não vivi

Tenho saudades
Daquilo que não vivi
Tenho vontades
Daquilo que não comi
Quero rever
lugares que não vi
quero ler
em linguas que não aprendi
Quero chover
em flores que não sei ser
quero ensolarar
em campos que não irei ver
Quero dançar
músicas que não conheço
quero garimpar
jóias que não mereço...
Quero tudo assim
no nada dentro de mim
transbordando de mundo
cheio de um chão profundo
Tudo... onde o nada
é mundo... e instigante
tudo... onde o calor
abrasa... e é congelante...
Quando...
Quando todo esse barulho passar
Vai ser mais fácil pra pensar
Vai ser mais fácil pra falar
Quando toda essa balbúrdia passar
Quando tudo isso acabar
Estarei esperando... sem me abalar
Estarei esperando....sem embalar
Novos sonhos sonhos.... nem antigos
Nem aqueles esquecidos
Nem os que não foram atingidos
Estarei esperando... passar
Todo esse fogo parar
Quando tudo isso parar
Tudo vai se acalmar
Daí poderei pensar
Poderei me renovar
Poderei me recriar
Na paisagem que busquei
Na mesma que não achei
Na mesma que não flertei
Quando tudo isso passar
E todo esse fogo se acalmar
Daí poderei me calar... e pensar
Daí poderei parar... e me restaurar
sábado, 22 de dezembro de 2007
tudo velho de novo
Mais uma festa
de adeus...
Mais uma seresta
sem risos, só festa
Tanto que queria ir
Mas só olhava...
e só podia sorrir
mostrando educação
sem nenhuma emoção
nem alegria
nem tanto
nem tão pouco
e tanto que queria
perder a monotonia...
Mil abraços...fortes...fracos
desejos de felicidades...fracos
Mas continuo na cidade
no meu quarto
com meu corpo farto...
De tanto ver
e rever... rever...
o mesmo filme
tudo de novo...
o novo
tudo velho...
de novo...
de adeus...
Mais uma seresta
sem risos, só festa
Tanto que queria ir
Mas só olhava...
e só podia sorrir
mostrando educação
sem nenhuma emoção
nem alegria
nem tanto
nem tão pouco
e tanto que queria
perder a monotonia...
Mil abraços...fortes...fracos
desejos de felicidades...fracos
Mas continuo na cidade
no meu quarto
com meu corpo farto...
De tanto ver
e rever... rever...
o mesmo filme
tudo de novo...
o novo
tudo velho...
de novo...
adiante...

Um dia
Ela vai
embora....
procurar um ninho
remover um espinho....
Um dia
sem sol
mas também
sem chuva
Com norte
sem sorte
e sem azar
vai se achar...
Vai perder a morte
vai reencontrar
a roupa certa
pra vestir
e poder sair
não vai
perder noites
vai achar dias
sol... chuva...vida
sem muita rima
com alguma estima
pelos acasos
tão escassos
Um dia ela vai
encontrar
um sábado ou
um domingo
em um pequenique
e num quadrado
daquele tecido
encontrar versos
e respostas...
um dia...
ela vai... adiante...
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