Olá!!!!!

Você está entrando num mundo de sensações poéticas, lembre-se, tudo o que você possa vir a sentir será de sua inteira responsabilidade.

PHOENIX

PHOENIX

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Mais um Carnaval














E lá vem mais um carnaval...
Mais uma carne sem igual
Pululando, sem reservas
Puluando, sem tréguas.

E lá vem, mais um canaval,
Mais sorrisos, desfiles e tal
Mais sonhos de identidade amoral
Mais preces, num desfile pontual...

E o mundo?
Jorra sangue,
E o mundo?
Que se estanque.

Arrebentados pelas misérias
Quando surge dias de festas
Então, é como tirar férias
De tudo aquilo que não presta!

Mas as pragas do mundo, que nos fazem mal,
Perdidas dentro de copos de tequila e sal,
Com samba, suor, cerveja e nú frontal
se esquecem... e lá vem, mais um carnaval.


domingo, 14 de fevereiro de 2010

... Enquanto isso...

...Enquanto isso estou aqui
Só, comigo e meus pensamentos,
impuros, queria ter alguém, sim
mas não esse da maneira que está aqui.
Queria alguém, mas não só em meus filamentos.
... enquanto isso, aquele corpo inerte, dorme
enquanto isso, o meu corpo verte, me consome
queria alguém sim, mas não só para querer,
e não o queria somente para para ver, 
queria alguém, pra mim, alguém com alma
alguém sem fim, alguém que me tivesse com calma...
enquanto isso, a vida, aquela que eu julgo minha
se vai, esvaindo-se como fumaça, perdendo sua sina
vai... vai...e enquanto isso, fico, com minha alma, que me assassina.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

METADES DUM POETA

(por: Wilson R.)



É o poeta metade paz, metade guerra;
metade dor, metade festa;
metade boa e outra que não presta.

É o poeta metade sonho, metade chão;
metade doença, metade cura;
metade suja e outra metade que é pura.

E, se almeja o coração a vida e a liberdade,
os pulsos imploram a navalha
e os pés almejam o grilhão.

E, se a alegria lhe é mãe,
a melancolia é sua amante
e o pranto, seu irmão.

Metade lágrima feliz, metade riso triste.
Lutador cabisbaixo de punhos em riste,

Ah!, o poeta...
Um monte de metades
dum todo
onde sempre falta
uma parte.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Discutindo a Relação


Aí, ela queria discutir a relação,
Eu disse que não, 
Que ja era hora do jogo
E que hoje ia pegar fogo
Era clássico, bom pra cachorro
Mas ela disse: O jogo ou eu?
A olhei de cima a baixo,
e perguntei, mas o que é que te deu?
O jogo o eu?
Sossega o seu facho!
Então, tá, disse e veio o esculacho:
Se voce não me ama mais
Já passou da hora, vá
Volte para a casa dos seus pais.
Como assim?
O carro e a casa são meus!
Mas o que é que te deu, mulher?
Voce, não me quer mais, não é?
Do que é que voce está falando?
E o jogo lá, rolando
A bola ali, quicando...
Quase um gol
que eu quase comemorei
E foi aí que eu errei.
Viu, nem me ouve, 
Me pergunta-"o que houve",
por mera educação, 
ah, não! Isso é que não,
a casa e o carro, ficam comigo
Mas e eu, que faço?
Vá dormir na casa do seu amigo
Olha, ta passando meu jogo
Depois a gente conversa, tá bem?
E o jogo esquentando
E minha mulher, esperneando...
Tá bom, coração, toma aqui meu cartão
Vai, passeia, areja que é bom
Depois te levo pra jantar,
E se ainda assim quiser se separar,
Aí, a gente pode até conversar!
Voce acha que é assim?
Não ve que não tá dando mais
Nem pra voce, nem pra mim?
Não é um cartão,
E aí tudo fica bom.
Não, não é,
mas o jogo já ta pelos 45
E eu sinto, mesmo, sinto
muito e muito, as agora,
não, dá, nem pra respirar
quanto mais falar
Vá, saia e se divirta, 
depois a gente se comunica.
Viu? Voce não me ama mais!
Ai, meu santo saco!
É, não te amo, é fato!
Vou para minha mãe!
Ótimo, quando voltar
(ouvi a porta quase quebrar)
Não esquece e traz uns pães.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Na Janela!

Estava eu à janela...
Velha...
Olhando por ela
Aquela velha...
Andando, séria...
Pensando, 
na vida que leva...
E releva...
E espera...
Vi na janela, velha,
a tal velha... 
que espera,
enquanto a vida
a leva.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Horas...

Daí que tentei de tudo.
Dormia, acordava
e, nada
Levantava, comia
bebia, mas, nada
Tentava ver TV,
qual o que,
nem sono, 
nem euforia
nada.
Daí que ouvi
a chuva, cair
molhar, de novo
e de novo, e de novo
o chão tosco.
Daí que não vi
nada acontecer
nem no amanhecer
era tudo igual,
sem doce
nem sal

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Café


Pra acordar, café.
Pra conversar, café.
Pra deixar o tempo passar, café.
Pra depois que for almoçar, café.
Pro fim de tarde se esticar, café.
Pra depois que for jantar, café.
Pra ver tv e cochilar, café.

                           Pra dormir e sonhar, café.
                           Pra acordar, café ...



segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

FalsIdade (por: Cesar Veneziani)









planos, planos
e lá se vão os anos
a gente adia
a execução
e a covardia
entra em ação
o sonho, então
vira mera desculpa
culpa transferida
e a ferida
do não fazer
corrói a esperança
aí se lança
mão da senilidade
e na idade avançada
se volta a ser criança
mas não de verdade


Escrito por Cesar Veneziani




sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Querer à flor da pele

Ando tão a flor da pele,
Que quero tudo... e o tudo tem que ser agora,
rasgado, varado... embebido em prazer...
quero, apenas quero, e não quero nem saber...


Ando tão a flor da pele,
que quero minha pele suada
pelo sol, que bate no deserto...
aquele sol, quente... cortante...
aquele mesmo sol, do olhar querente...


Quero, aquele querer sem fim...
quero aquele desejo... aquele do último suspiro
aquele mesmo desejo, de vida...
quero e apenas quero... à flor da pele

Um beijo



Olhava para ele paralizada, e se perguntava se era mesmo o convite que pensava ver, mesmo vendo seus lábios, tomados de volúpia e desejo, quase roçando os seus.
Aproximou-se, fechou os olhos, e o mundo sumiu, e tudo silenciou-se, no meio de toda aquela gente, sentiu o paraíso dentro de si.
Tudo então havia mudado, sabia que poderia voar, que não cairia, que poderia mandar no tempo, se quisesse, não mais choveria, sabia que poderia tudo.
Mas não quis nada, só pegou todo aquele momento, com carinho, guardou no bolso, com cuidado, e quando chegou em casa, o depositou numa caixinha de jóias, era afinal a mais preciosa.
E foi dormir, feliz!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Sr. Natal


Era então de novo o tal o senhor Natal, batendo à minha porta, vinha de novo me cobrar, a conta que eu não tinha pago no ano passado. 
Era ele, e não tinha como negar, tinha que fazê-lo entrar... o Sr. Natal!
Ele veio com um cântico, que de tão doce, quase fico com diabetes, veio com umas lamúrias, que precisei fazer um esforço, para lembrar-me de que se tratava de uma festa, me veio com um sermão, que me senti na própria basílica de são pedro, ele me veio, então com olhos de quem pede presente, que me senti de vermelho e barbado...
Daí não entendi, uma coisa não combina com a outra, ou é festa pagã, ou é festa cristã,  mas aí me disse então o sr Natal, com olhos de cristal, são os dois, as explicações sempre se deixa pra depois!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Gestos


E veio até mim... vieram suas mãos, acompanhadas daquele sorrisos, que combinavam com seus olhos, mas estavam nervosas, aquelas pernas, não sabiam muito bem o que faziam, e a porta da casa, ali, como a perguntar, e agora, o que vais fazer? Entendia a pergunta, mas me olhava tão profundamente, que emudecia-se tudo, até o barulho da rua!
Então, ouviu algo, do lado de fora da porta, e aí lembrou que era só uma visita, formal, que tinha que ir embora, porque afinal, quem de direito, estava prestes a entrar.
Olhou, seu sorriso, não consegiui atrevessar sequer os dentes.
Pegou seu casaco. 
Saiu.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Estação





 






Deixei seu coração
Naquele banco,
Daquela estação...
Deixei ele, vermelho...
Esquecido, grande, vazio
E ao mesmo tempo...cheio...
Mas não o esqueci,
Como fiz pareceer... o vi
E sofri, por deixar ele ali...
E ele ficou...e eu... fui 

Sozinha...


Porém, ao deixar seu coração
Nunca me veio tão forte sua palpitação
Nunca, a tua presença, me marcou tanto,
Nunca você, me foi tão forte, como a um santo.
Em que se deixa a imagem, mas se leva a fé...
Nunca, alguém me falou tanto ao meu âmago...
Nunca alguém, me preencheu tanto a razão...


Quanto a você... anjo da santa sé,
Perdido, e, talvez, esquecido numa estação...
Está, estancado e definido dentro da minha pulsação!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Um Poema Para Marcelo

(sub-titulo: O escritor)


Eu era só novidade...
Vi em mim, minha cidade
meu ser, era o estar ali...
meu ser, era estar... e fim.


Mas eu que me escrevi
Nestas linhas imaturas
Nem sequer eu as li
Nem sequer senti tuas fraturas


Porque aquilo era eu...
No fundo do fundo da minha alma
Lavada do desejo de não ser eu ali...
Mas estava sorrindo a todos dali...


Era eu sim... o escritor
Era eu sim... aquela dor
Era eu... todo fogo que arde
Toda a essência que invade ...


Era eu... naquele dia,
naquele minuto preciso...
Com aquele livro...
Guardando em mim, mais um ser... vivo!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Houve...


Houve um "não houve" de coisas...
Existiu, uma inexistência de ações
Houve uma fraquesa de forças
Existiu, uma ruptura de razões...

Existiu até um adeus...
Logo seguido de um olá
E tudo continuou, nos olhos teus
Da mesma maneira que está...

Mas nada está, como se quer estar
Nada está, da forma que se pensa ficar,
E teu olhar, pode não observar
Mas nada que ainda há, vai continuar...

Lamento... é o que sinto
Um grande lamento por tudo
É sempre triste o que é finito
É sempre uma espécie de luto

Haverá talvez um dia
Em que tudo será igual
Um raio perdido de alegria
Um sol perdido no temporal

Haverá, sempre há...
Algum sorriso, escondido
Naquele dia, que um dia surgirá
Sem sofrimento, ficando até bonito.

domingo, 6 de setembro de 2009

Achados & perdidos.

Marcelo Nocelli (em seu sarau em santana, tel: 3467-6160), visite seu site:  mnocelli@uol.com.br  muito bom!


Embora esteja numa página de poemas é um conto... e esse não é meu, é de um escritor com livro já editado, contos premiados, enfim, um expert na arte de escrever...
"quem sabe um dia chego lá também"! Boa leitura...


Conto


Achados & Perdidos.


Eu nunca achei nada. É nunca encontrei nada. Na minha família todo mundo já achou alguma coisa. Minha irmã já achou dinheiro na rua, minha mãe já achou corrente de ouro, carteira, cartão telefônico e até cartão de crédito. Até meu pai já achou coisas nesta vida: corrente de ouro, livro em banco de praça. Meu pai também já achou que eu era veado. Hoje ele não acha mais isso. Hoje ele acha que eu sou vagabundo.


Eu nunca achei nada. Nunca achei dinheiro na rua. Nunca achei uma faculdade ou curso que me interessasse. Nunca achei emprego e nunca achei uma namorada decente.


Desde criança é assim. E pior que não achar nada, é ser sempre achado. Imaginem o sofrimento que era pra mim uma simples brincadeira de esconde-esconde.


É... Sempre fui achado. A polícia já achou que eu era maconheiro, ladrão... Meus vizinhos acham que eu sou mal-elemento. Meu pai, como disse acha que sou vagabundo, e minha mãe acha que eu sou um coitado. E eu, não acho nada.


E mesmo quando achava alguma coisa. Achava errado. Tempos atrás, uma garota lá do bairro, que já saiu com todos os meus amigos e inimigos disse que achava que estava grávida. Esperando um filho meu. Eu achava que não poderia ser meu. A mulher saiu com todo mundo. E não é que era. DNA e tudo. Naquele dia achei que eu estava fodido. Mas não. Achei errado mais uma vez. O menino já está com cinco anos. É um garoto esperto. A mãe não me cobra nada. E posso vê-lo quando quero. Acho que está tudo bem. Melhor não achar nada por enquanto. Acho que a mãe dele gosta de mim. Mas acho que ela acha que eu não seria um bom marido, talvez nem um bom pai. Acho que ela pensa isso porque eu nunca achei um emprego, conseqüentemente nunca tenho dinheiro pra nada, e um homem sem dinheiro, para uma mulher, não vale nada.


Ela arranjou um outro cara. Estão morando juntos. E por isso meu pai agora acha que eu sou corno. Mas eu não acho isso, nunca tivemos um relacionamento. Foi apenas uma transa. Eu acho.


Durante muito tempo fiquei achando que realmente não daria em nada. Que minha vida era fútil, que nunca acharia nada pra fazer... Mas de uns tempos pra cá, comecei a me interessar por poesia. E agora estou achando que sou poeta e meu pai continua achando que eu sou um vagabundo.

Marcelo Nocelli
(também escritor do Livro "O ESPÚRIO")

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

vinho


vinho
vinho... vermelho paixão
vinho... seco sertão...
vinho... molhado desejo...
... do teu beijo...
em suspiros, na nuca
em suspiros... e nunca...
perder o sabor do tinto
escorrendo boca a dentro...
como um sortido fomento...
de tudo... do teu e do meu...
mundo

sábado, 29 de agosto de 2009

Pequenique de Domingo

O que houve?
Talvez um domingo perdido?
Em mim... ou em você... como pôde?
Estou como um tapete...estendido... rendido...
Perdido no mundo de mim, que fiz de você
Perdido, achei, a ilusão de te querer...
A ilusão, dum domingo ensolarado
Um pequenique num parque, toalha no gramado...
E momentos tão agradáveis quanto um banho de sol...


Mas você... se foi
Se foi o pequenique... o sol
Fiquei pra depois,
Me perdi na luz do teu farol....


O que houve?
Talvez um domingo perdido?
A ilusão, dum domingo ensolarado
Mas você... Como pôde?...


Então... Choveu no domingo
O pequenique ficou perdido,
Molhado como eu... rendido.

domingo, 4 de maio de 2008

poema de Luiz Marenco


"Têm coisas que tem seu valor

Avaliado em quilates, em cifras e afins

E outras não têm o apreço

Nem pagam o preço que valem pra mim

Tenho uma velha saudade

Que levo comigo por ser companheira

E que aos olhos dos outros

Parecem desgostos por ser tão caseira

Não deixo as coisas que eu gosto

Perdidas aos olhos de quem procurar

Mas olho o mundo na volta

Achando outra coisa que eu possa gostar

Tenho amigos que o tempo

Por ser indelével, jamais separou

E ao mesmo tempo revejo

As marcas de ausência que ele me deixou...

Carrego nas costas meu mundo

E junto umas coisas que me fazem bem

Fazendo da minha janelaImenso horizonte, como me convém

Daz vozes dos outros eu levo a palavra

Dos sonhos dos outros eu tiro a razão

Dos olhos dos outros eu vejo os meus erros

Das tantas saudades eu guardo a paixão

Sempre que eu quero, revejo meus dias

E as coisas que eu posso, eu mudo ou arrumo

Mas deixo bem quietas as boas lembranças

Vidinha que é minha, só pra o meu consumo...


"- Luiz Marenco"

sexta-feira, 2 de maio de 2008

agora...


Ainda sinto tua boca

quente, se derramando em mim,

ainda sinto tuas mãos

suspenderem o meu fôlego

ainda sinto o teu corpo

abraçando o meu...

e você já se despediu,

e você já se foi

pela porta que te deixou entrar

deixou o vazio dormir comigo

e você, que ainda sinto teu olhar

flamejando... me dissolvendo

e você que não está

que levou teu olhar

tua boca, tuas mãos

e o meu escorpião,

que guardava

para essa ocasião

para me salvaguardar

agora, sem guarda

sem você, sem nada.