Tente passar pelo que estou passando
Tente andar por calçadas
de pedras afiadas
Tente gritar sem voz
num som agudo, mudo
que ninguém ouve
que ninguém soube
Soltar os nós
cegos das amarras
sem ter mais nada
que além do olhar
Tente esquecer os tapas
doloridos na cara
que o vento frio
de um olhar da, como incentivo
E não sentir
O gosto amargo
Num sorriso
seriamente dado
O som de vendavais
cortando
Os sonhos
que nao voltam mais
E com ele o tempo
que o vento se encarrega
de carregar, com o intento
de deixar a possibilidade cega
Tente
Você consegue?
andar com meus sapatos
se ficarem apertados?
você sente o meu frio?
Ou apenas...
conhece minha geladeira?
Você sente o meu arrepio
subindo pela espinha
quando tenho medo
ou apenas, aponta o dedo?
Entao calce meus chinelos
furados, cansados
e ande na calçada,
de pedras afiadas
Tente...
Você... consegue?
Olá!!!!!
Você está entrando num mundo de sensações poéticas, lembre-se, tudo o que você possa vir a sentir será de sua inteira responsabilidade.
PHOENIX

quarta-feira, 29 de abril de 2015
terça-feira, 28 de abril de 2015
Um encontro na Esquina
Era eu menina!
Ah! tantos sonhos ainda...
Daí, eu disse pra mim:
"Olha só, quantos sonhos você teve! Quantos deles você fez?
-Silêncio-
E por pressa!
Me espantei comigo! Eram tantas idéias, tão novas que fervilhavam...mas, perderam a rota....envelheceram....e se esqueceram de mim.
"Mas por quê a pressa?" - me pergunta aquela menina inquisidora.
Tempo, curto e absoluto, não queria morrer no luto do nada. - respondo
E não fez nada, não é? Perdeu o tempo que tinha medo de perder, perdeu a você!
E aqueles sonhos, guardados como papéis amarelados, pedacos de sua vida guardados entre gavetas...arquivados.
Nao queria
Mas...
O tempo passou, e a vontade se calou
Ela ficou rouca de tanto gritar -disse eu pra mim, e eu estava indignada-
Eu...eu não ouvi!
Não ouviu?!
Não! Só senti uma dor no peito, um vazio que não há como encher, e fui fazer as coisas....como se diz, porque nao tinha mais como fazer.
E agora? - pergunta aquela menina pra minha alma
Agora? Agora é o peso da interrogação!
-Do seu futuro?
-Não, de como eu conivo agora com aquele luto, que tanto tentei não viver.
domingo, 26 de abril de 2015
então?...
então?
o que está se desenhando agora?
há um desenho, que se aflora, no papel? Ou será um desenho no carrossel...
que uma hora sobe...outra desce...ou uma montanha russa...e a mente ofusca, apaga e reascende...
sempre e
de repente...depende,
de repente, não...
que uma hora sobe...outra desce...ou uma montanha russa...e a mente ofusca, apaga e reascende...
sempre e
de repente...depende,
de repente, não...
só tenho certeza, dessa incerteza...de que novos rumos...novos pecados e novas ruas estão num horizonte...próximo-distante, não se sabe... e que por isso mesmo, paradoxalmente, se abre!
domingo, 12 de abril de 2015
Quero!
quero flores
amores
quero texturas
desmesuras
uma vontade
de achar
nessa cidade
o ar
que devolva
o folego
que dissolva
o que esta morto
quero o mar
o azul
poder decifrar
o cru
desse mundo
e perder
esse gosto azedo
e ter prazer
sábado, 4 de abril de 2015
guerra fria
Desço
nessa solidão
encontro
balas de canhão
prontas
pra explodir...
tantas
perdidas em mim
que me esqueci
o quanto pesam
o quanto pedem
para explodir
houve até uma trégua
mas essa é uma guerra
onde não há desistentes
nem dissidentes
desço
e encontro balas
atiradas...
em paredes
cravejadas, rasgadas.
Pelos furos
réstias de sol,
escuro
que tenta, a pulso
iluminar o lugar
que tenta, confuso
se resguardar
Há uma guerra
"dos cem anos"
se iniciando
uma "guerra fria",
calada, que não sacia,
Uma luta
sem regras...
uma armadilha
à espera
e eu,
sem estrutura...
Dentro dessa solidão
onde eu desci,
há uma escuridão
dentro do sol de mim
e não tem como definir
um vencedor,
não sem antes
experimentar a dor
de tentar, de novo,
re-existir.
nessa solidão
encontro
balas de canhão
prontas
pra explodir...
tantas
perdidas em mim
que me esqueci
o quanto pesam
o quanto pedem
para explodir
houve até uma trégua
mas essa é uma guerra
onde não há desistentes
nem dissidentes
desço
e encontro balas
atiradas...
em paredes
cravejadas, rasgadas.
Pelos furos
réstias de sol,
escuro
que tenta, a pulso
iluminar o lugar
que tenta, confuso
se resguardar
Há uma guerra
"dos cem anos"
se iniciando
uma "guerra fria",
calada, que não sacia,
Uma luta
sem regras...
uma armadilha
à espera
e eu,
sem estrutura...
Dentro dessa solidão
onde eu desci,
há uma escuridão
dentro do sol de mim
e não tem como definir
um vencedor,
não sem antes
experimentar a dor
de tentar, de novo,
re-existir.
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