Olá!!!!!

Você está entrando num mundo de sensações poéticas, lembre-se, tudo o que você possa vir a sentir será de sua inteira responsabilidade.

PHOENIX

PHOENIX

domingo, 13 de maio de 2007

...Então...




...Então estou aqui
vendo meu navio passar
meu mar se acalmar
minha vida...se afogar...

então estou aqui
com a garganta queimando
por um motivo que esqueci
por um mot8vo que está me exaltando...

é como quase vir à tona
é como quase vencer a maratona
é como quase nascer...
mas depois perceber

que não dá pra nadar
que não da mais pra correr
que se perderam as esperanças...

..então, estou aqui...
mas sem eu querer
tem sempre um vulcão
pronto pra reaparecer
pronto pra explodir

sábado, 7 de abril de 2007

O Tempo

O TEMPO É MUITO LENTO PARA OS QUE ESPERAM...
MUITO RÁPIDO PARA OS QUE TÊM MEDO...
MUITO LONGO PARA OS QUE LAMENTAM...
MUITO CURTO PARA OS QUE FESTEJAM...
MAS PARA OS QUE TÊM AMIGOS...O TEMPO É ETERNIDADE.
(Anônimo)

E então?



O que vai ser?
O que você vai querer?
Qual o seu pedido?


Vai querer um sanduíche
De tudo o qu está perdido?
Mas como sem ingredientes?


Não servem estes
que estão soltos
Na tua mente...


Porque se assim fosse,
O que seria da ema
sem gemer
o som da meia-noite


O que seria o chicote
sem bater
Aquele o açoite


O que seria de mim,
sem qualquer lua
que me tivesse assim
como aurora nua?


Então?
pergunto-te agora
qual a última hora?


como ultimo número
de algum jornal
contando mais um caso banal?


São palavras escritas
ou soltas ao vento?
são talvez...escafandristas


procurando num fundo
qualquer, de algum mar
algum tipo de mundo
pra poder naufragar?


E então
o que vai ser?
Qual seu pedido?

terça-feira, 3 de abril de 2007

PAUSA, QUE NINGUÉM É DE FERRO

Quando o tempo esquenta
Quando a vida insana
Quando o stress encena

Quando o “se” apoquenta

E este imenso calo é...

Pausa para o café.

Quando o amigo insana

Quando o stress barganha

Quando a vida encena

Quando o amor apoquenta

O mau tempo espanta

E você não se agüenta...

Pausa para o café.

Podes crer camarada!

Quem avisa amigo é:

Não faz buraco no bolso

Cura todas as feridas

Extermina os alvoroços
E acrescenta o perfume na vida
É o grão-motivo, é a causa,
Pausa...para o café!


(anônimo)

domingo, 1 de abril de 2007

Uma "pequena" de Einstein



O primeiro dever da inteligência
É desconfiar dela mesma.

(Einstein)

Uma de Nietzsche


“A única grande vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez. Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade. Viver quer dizer ser cruel e implacável contra tudo o que em nós se torna fraco e velho. O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo“.

(Friedrich Nietzsche)

domingo, 18 de março de 2007

Virgem é isso!


Virginianos nascem na primavera, nem por isso suas vidas é um mar de rosas.

Virginianos são artistas, talvez por isso vivam sempre na corda bamba.

Virginianos são precisos, mas odeiam precisar.

Virginianos são felizes, mas, nem por isso, deixam de lado as dores imaginárias.

Virginianos são poetas e, talvez, sejam loucos por isso.

Virginianos têm manias que nenhum outro mortal consegue entender.

Virginianos amam ser amados e amam intensamente.

Virginianos se acham perfeitos e pecam por querer a perfeição dos outros.

Virginianos são libidinosos, libertários, amantes da vida.

Virginianos querem o mundo, mas, nem sempre sabem onde estão os próprios pés.

Virginianos são como peixes que se deixam fisgar por anzóis da vida, mas, livram-se deles com a facilidade dos pescadores do mar nórdico.

Virginianos são boas almas, mas se torturam, se roem, se doem, se machucam e machucam sem querer.

Virginianos são setembrinos mas nem por isso deixam escapar os outros meses de seu calendário louco.

Virginianos dormem pouco por pensar demais.

Virginianos se acham os tais e, quase sempre, sofrem por isso.

Virginianos têm o dom de iludir, mas, quase sempre acabam iludidos.

Virginianos amam como poucos, vivem como loucos, vivem vagando, vivem chorando.

Virginianos são seres comuns tentando bancar super heróis que no fim do dia,

Só querem um abraço, aliviar o cansaço entre letras e sentimentos.

*por Beto Mattos

*foto: (uma fortaleza, queimando por dentro... como qualquer virginiano)


Vejo um senhor na esquina, olhando o relógio apressado! Ele é meio gordo, de meia idade, e está meio atrasado... tomou café meio amargo, como sua meio vida, e vai ao seu trabalho com trabalho prum dia inteiro, mesmo parando ao meio dia! E eu cá penso: este indivíduo nasceu, foi um bebê lindo, (todos são), mas qual foi sua infância? quem foi sua mãe, teve mãe? e pai? eram ricos, pobres, ou meio a meio? estudou até quando, fez o que, não fez o quê, que queria tanto fazer? O que o fez para que hoje, uma terça-feira qualquer, as sete da manhã, ele estivesse aqui? Tomando um café meio amargo, como a vida...que o trouxe até aqui. Mas será que este senhor meio gordo, de meia idade e meio atrasado, simplesmente veio trazido pela vida ou escolheu a vida que o trouxe? Olho bem o seu semblante, e nada se vê (e você pode mentir tudo, menos o seu semblante, aquele que está no fundo.... de tudo) ele me viu, deu um sorriso de educação, voltou ao copo, bebeu o que estava pela metade.... pagou, meio apressado e foi embora, virando a esquina! Quantas vezes ele faz isso? Todos os dias? Quantas vezes ele ousou juntar as metades de sua vida? Quantas vezes, deu um sorriso sem nenhuma educação? Quantas vezes ele vira a sua própria esquina? Quantas vezes ele é trazido pela onda que o afoga, que ele deve chamar costumeiramente de vida?

Uma De Fernando Pessoa!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Poema da minha pessoa...
Para um amigo...

Certas atitudes em baixas latitudes.
Quando cada passo é um cheque mate.
Quando meu coração utópico vira
Acido sulfúrico.
Pelas praias estão os meus membros.
Perto do meu instinto selvagem ficaram-se
Os tormentos.
Cravados feito foice na terra,
Perdidos no mar do esquecimento.


Tantos bares, tantos pares, tantos muros.
Outros passos, silêncio apraz,
Tantos bares, tantos pares, tantos muros.
Outros passos, silêncio apraz, poucas virtudes.
Consternado nessa Portugal do Sul,
De Áfricas constantes,
Cantada no idioma do Nazismo.
Vivendo numa rotina da China.
Tantos sonhos no sol de Platão.
Meus ais de copa rasgado na sala,
Pelo vento frio do Norte.
A morte anunciada ganhou asas,
Decolou para casa de dona Flor.


Como é linda a queda de uma folha.

sábado, 10 de março de 2007

General Chinês


...Então você está aqui?
Então você está?
Então?...

Porque não se revela
Porque não solta a vela
Do teu barco e...
Simplesmente navega?

Porquê você está hirto?
Parado, imóvel... aflito?
Porquê seu coração bate
E você fica aí, e não reage?

Porque seu olhar
Fica faiscando
E você querendo parar
Mas fica aí, admirando

As suas labaredas
Lambendo suas veias
Te cozendo inteiro
Virando você, um braseiro?

Porque você não fala?
Aquilo que sente,
Porque você cala
Esse grito presente?

Você é como um general
Da dinastia chinesa... leal,
sentindo todas as dores
calado, sentindo os fervores...

Com sua espada empunhada
Mostra sua força ‘inda guardada
Pra quando precisar ser usada,
Mas quando será? Quando?

Quando você vai desembainhar
Sua notável e fiel espada
Quando vai deixá-la afiada...
Quando vai baixar a guarda?

Sempre segurando em sua mão
Sempre segurando o seu coração
Palpitante, cheio de ... tensão
Palpitante, cheio de ... indecisão

Se não agora? Quando então?
Se não agora? Em que momento?
Está esperando que tipo de evento?
Que te sopre um vento leste?
Ou que o sol nasça no oeste?

Não...
Não espere!
Tua espada não vai esperar...
Olha, e deixe ela te comandar

Sinta e deixe que ela vai pulsar
Não olhe apenas... deixe-se soltar
Pare de calar e só sentir prazer
Apenas com sonhos que saem de você!

Eu já sei exatamente de tudo
Todo esse puro do teu branco
Todo esse véu do teu escuro....
Todo o teu som... tão surdo

Entregue-se... deixe a espada falar
Entregue-se.... deixe ela flutuar
Em uma ilha delirante de prazer,
Ao menos uma vez, seja... você!

sábado, 27 de janeiro de 2007

E Se Deus Não Existisse?


E se Deus não existisse?
Como seria então
Com quem afagar a dor no coração?
Como seria para segurar o fardo
Como seria para lavar a farda
Suja da vida diária, que todos vestem?

Como seria rezar?
Rezar pra quê,
Estaríamos sós
Seria você por você.

E então teríamos que perceber
Que não dá pra parar
Não dá pra olhar pra trás
E culpar forças divinas por tudo

Teríamos que tirar o eterno luto
Por mortes que inventamos
Teríamos que lutar
sem mentir, algo que ainda...
...não tentamos...

E se não existisse nada
além daqui?
Como seria para chorar
Chorar pra quê, ou pra quem
O que seria o mal, ou o bem?

Se nada existisse
Seríamos mais fortes
Desenharíamos um Norte
Ou estríamos a mercê da sorte?

Mas que sorte?
Se agora ela sería nós
Fazendo nossas próprias ações
Respondendo pelos próprios atos
Deixando de se esquivar, como ratos

Seria melhor?
Porque se entendería
O ser como humano
Não como ser mundano

E capaz, eloqüentemente capaz
De fazer tudo o que faz
De fazer a guerra
De cultivar e destruir a Terra...

Teríamos opinião?
Ou não?
Diríamos: Foi Deus que quis assim,
Ou foi bem feito pra mim?

Que espécie de ser seríamos?
Melhores, mais inteligentes
Mais humanos e benevolentes?

Mas pra quê?
Se a Ira do Senhor
Já não recairía mais
Nem em mim, nem em você?

Poderíamos matar
mentir
esquartejar
unir, unjir
Afinal,
sería cada um por si

E talvez mais sinceros
Não sorríriamos,
para nossos vizinhos
de bancos de missa
se a pessoa não fosse submissa

Pra quê?
Também não existiriam mais celebrações
E as igrejas dariam ótimos restaurantes,
onde se comeriam finas iguarias
ou ainda dariam ótimos salões
onde se dançariam
com o pecado como acompanhante,

E as preces...
Iriam se elevar pra quem?
Pra mim, pra você?
Ou pra ninguém?

Seríam só frases ditas ao vento
Que se comportariam
como rebentos
esquecidos à porta de qualquer convento!
Que também não existiriam!

E então? Como sería?

Como sería saber
que nascemos e somos o que somos
e só!
sem distinção
sem cor, sem coração
sem credo, sem oração

Seríamos rivais,
ou seríamos iguais,
Não brigaríamos mais?...

Talvez não existisse o talvez
A ciência estaria bem mais solta
as pessoas sofreriam menos
não teríam tanta culpa
apenas por querer
Apenas por não poder ser...
o que já não somos!

Ora pensamos
Ora divagamos
Que o céu é finito
Mas que ele é infinito

Que dá pra contar as estrelas
Que dá pra tocar a lua
Mas que Deus mora lá
E lá, não se pode chegar!

É tudo muito confuso
É tudo muito nublado
É tudo muito escuro
E também muito claro,
claridade demais, cega
na escuridão, nada se pega!

Como sería então?
Trevas no coração,
óculos escuros para o clarão
da vida nova que iria se abrir,
oração para um novo horizonte
que iríamos infrigir?

Sería algo sem dúvidas
Sería um mar de incertezas
Sería o sonho de viúvas
Sería volúpias postas na mesa

Ou

Sería claro e óbvio
Sería como um tiro
reto e sóbrio
sem mentiras
sem conto de fadas
sem o tudo, sem o nada?

Sería tudo mais simples?

Como sería então,
Se Deus simplesmente,
Não existisse?

Mas e Ele, o grande ser?
Existe?

Será?

Será que eu posso?
Entrar, em sua vida?
e não sei!

Será que eu devo
continuar nesta investida?
e já cansei?

Será que de repente
Você não é assim
tão inatingível a mim?

Será que choro uma mar
de lágrimas de águas doces
e não sei por não provar?

Será?

Será que a felicidade
me bate,
mas pela dor
só sinto seu ardor?

Será que de repente
Você não está assim
tão ausente...

Será, que será
complacente
com meu olhar

Será?

Será que também
posso contar com você
vindo pra cá, só me ver?

E será tudo isso,
que eu não saiba
e esteja sofrendo à toa?

Assim perdendo o tempo
pensando em você
ao invés de simplesmente
te ter?

Questões!

O que será de mim, assim
estar perdido era o que eu mais temia
estar sem rumo era o que mais previa!
e agora, coração rendido, que faço?
e agora, que faço com meu destino?
Mas será que ele é meu?
Ou dei para você tudo que eu quis
Tudo o que quis ser,
Tudo que quis viver
Tudo o que quis saber...
Será que ele é meu?
Esse vento no meu rosto
Essa água sem gosto
Que serve pra manter a vida!
Mas que vida, que é mantida
Sempre com despedidas
Sempre com lágrimas vespertinas
Que apontam e vão,
porque não devem aparecer.
Nunca e principalmente pra você!
Pra que, se sempre teu sorriso é mudo
Sua boca é surda, seus braços são nulos
Porque afinal você não está aqui!
É como vento que se sente
Mas não se vê!
Como a chuva que molha
Mas que mal se olha, e já se seca!
É como vapor
quente... mas que foge pelo ar!
É como ter coração, e não saber amar!
É assim como uma doce ignorância
Dum lindo sorriso de criança.
Pra que querer
Se o que se quer,
Não se pode ter...
Então, pra quê?...

Sem explicação

É algo que não se explica
que não se entende
que não se diz
que não se permite...
...mas que se sente
que fere como faca
que é lindo como...
teus olhos
é feio como ódio
viciante como ópio
sem graça como o óbvio
e se sente tão profundo
que dá calor
que dá frio
que dá medo
de se quebrar o espelho
mágico da ilusão
que não se tem mais
que nunca existiu, mas
que nunca foi esquecido
nunca foi extinguido!
É como olhar o mundo por ele
e ver o mundo reflexo que se quer!
É! São várias coisas!
São várias pessoas
e todas
presas em mim...
sem saber o que fazer
de ti!

sábado, 18 de novembro de 2006

sem tempo para poesias.


Pois é!!!!!
Não temos tempo para poesias, não temos tempo, porque enquanto se recita, alguém morre, porque no momento de se dizer uma palavra edificante, matam centenas de vidas no mar, explodindo bombas, enquanto se pensa falar de alma, coração, amor, no céu sua cúpula está destruída, e algum navio naufraga, por culpa de algum iceberg, despregado num lugar que não deveria estar....e se derretendo....e a gente vai perdendo a vida....mesmo, não como deveria ser vivida...vamos perdendo a possibilidade de ficar neste planeta vivos....
Enquanto se diz "meu amor, não sou nada sem você" alguém reduz a nada uma nação, não...não se tem mais tempo para poesias, mesmo porque de nada vai adiantar...ficar recitando e definhando em um tempo, que ao invés de ter consciencia, sequer existe dicionário para saber o que é isto....
Pensamos que amanha dará tempo...daria realmente, se houvesse este amanha....vivemos num mundo agora que é totalmente virtual, os maiores problemas, as compras do supermercado, até os namoros são feitos sob a égide do vitualismo...mas nunca existiu nada tão virtual quanto a terra que pisamos hoje, ouvi dizer "a Terra está no CTI"...não ela já foi pra UTI, já morreu, só esquecemos de nos enterrar.

Medo!!


Talvez um dia eu mude...
Talvez desgrude
deste medo de tudo
do medo luto
permanente
crescentede ficar só....
sem sol
sem chão
sem intoxicação
alguma....sem vida

Talvez eu mude
e procure
algo que me fortaleça
algo que me favoreça
e me encontre em mim
assim como criança perdida
pegá-la pela mão
levá-la pela alemeda
tirar da solidão....
Talvez eu ache coragem
assim como quem acha uma moeda
e guarda procurando não gastar
procurando não achar
o medo rondando
serpenteando
os pés

Talvez eu ache...
ou me ache na coragem
de ser quem sou...coragem, pra sentir
pra me destruir
e daí renascer....pura e límpida
sem medos
sem falsos desejos
sem rodeios.....
sem medo

sábado, 11 de novembro de 2006

Phoenix

Olá!!!!
Sou como fogo, que queima
que arde, e teima
em existir sempre...sempre...
Sou como céu, imenso
tanto que não caibo em mim
tanto que vivo imerso
em pensamentos, sem fim...
trampolim, pra arder de novo
e morrer....pelo meu próprio fogo

Sou cinza... escura, opaca
perdida, esquecida, varrida
sou cinza, sem cor
sem dor, sem amor
não tenho vontades
não tenho vaidades...
tenho tédio, tanto
que tenho sonhos....
e ascendo
com qualquer fagulha!!!

e o fogo me reascende
me descende
me transcende
e me transforma
e sempre,
melhor que o agora!

Sou phoenix
duas essências em uma
a dor esquecida
a cor aquecida
o vermelho intenso
o escuro imenso
nos olhos
na garganta

Sou phoenix
duas essências em uma
só criatura
uma só em ruptura
na alma
sem calma
com o fogo
por viver
com o fogo
queimando
a dor
a cor
como vulcão
vermelho-paixão