Olá!!!!!

Você está entrando num mundo de sensações poéticas, lembre-se, tudo o que você possa vir a sentir será de sua inteira responsabilidade.

PHOENIX

PHOENIX

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Cansaço.

Estou cansado de escrever
E de saber, que nada vai mudar
Estou cansado de saber
Que vou olhar, o mundo, e calar

E águas cansadas vão cair,
Indo embora, do resto de mim
Vão rolar como agulhas, sem fim
Fazendo meu coração, se ferir

Estou com o corpo fatigado, moído
Roto, perdido em mim, fluído
Tentando, inutilmente, sobreviver
A essa dor, torpe, querendo esquecer,

dessa fome, que vem sempre a noite
que pega as entranhas, embaraça e amarra
que se envolve, se revolve, e se agarra
gemendo tristes ais, em torpes num açoite...

Estou cansado, embriagado de solidão
Estou cansado de procurar um amor
que há tempos, pegou o trem na estação
corri, pra impedir, mas nem adeus deixou

Estou flagrado, em todas essas emoções
E fui eu quem um dia, quis vender ilusões
Como balões coloridos, achando que iam durar,
sem cuidado, ignorei que podem estourar.

Estou cansado, como não se podia ficar
Estou prostado, sem forças pra levantar
Querendo café na cama, quente, revigorante
Querendo você, quente, a todo instante.



3 comentários:

Manuella Monte Santo disse...

Não desista nunca!
Se pensar assim as coisas continuarão do jeito que estão.

Beijos.

V. Linné disse...

O melhor poema seu que já li.

Bob Marinho disse...

então gostas de poesia, jovem gafanhota?!....
interessante, muuuito interessante!
=oP