Olá!!!!!

Você está entrando num mundo de sensações poéticas, lembre-se, tudo o que você possa vir a sentir será de sua inteira responsabilidade.

PHOENIX

PHOENIX

segunda-feira, 15 de março de 2010

Onde está o Escritor?

 






Houve um tempo em que tu vinhas
E sentia então o cheiro das vinhas
E um gosto de vinho, tinto, denso
molhando meu paladar. Páro e penso
Onde andará o poeta? Que fará o poeta?
Estará criando, ou apenas de porta aberta,
deixando o vento passar, por suas têmporas
deixando o tempo ditar, gritando temporais,
Onde afinal, ó poeta, onde afinal, vós estais?
Quero ver-te, sentir-te, o cheiro da tua tinta,
ainda fresca, do que enfim acabas de escrever...
Quero poder ver, como o pintor, que pinta
quadros pra ninguém, que joga às ruas, para todos
como pintor, faz a vida mais colorida, para poucos
que sabem ver, pergunto, afinal, onde estará você?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Tolos no Palco

Um poema de Vini

http://anjomaldito.blogspot.com

Todos no palco
Iluminados
Iludidos
Ludibriados

Todos no palco
Empurrões para o escuro
Para o vazio
Pra a coxia e pro frio

Todos no palco
querendo brilhar
Esperando a deixa
que está a demorar

Todos no palco
querendo aparecer
Mais que
Todos no palco

Tolos no palco
e na platéia ninguém 
 
 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Cansaço.

Estou cansado de escrever
E de saber, que nada vai mudar
Estou cansado de saber
Que vou olhar, o mundo, e calar

E águas cansadas vão cair,
Indo embora, do resto de mim
Vão rolar como agulhas, sem fim
Fazendo meu coração, se ferir

Estou com o corpo fatigado, moído
Roto, perdido em mim, fluído
Tentando, inutilmente, sobreviver
A essa dor, torpe, querendo esquecer,

dessa fome, que vem sempre a noite
que pega as entranhas, embaraça e amarra
que se envolve, se revolve, e se agarra
gemendo tristes ais, em torpes num açoite...

Estou cansado, embriagado de solidão
Estou cansado de procurar um amor
que há tempos, pegou o trem na estação
corri, pra impedir, mas nem adeus deixou

Estou flagrado, em todas essas emoções
E fui eu quem um dia, quis vender ilusões
Como balões coloridos, achando que iam durar,
sem cuidado, ignorei que podem estourar.

Estou cansado, como não se podia ficar
Estou prostado, sem forças pra levantar
Querendo café na cama, quente, revigorante
Querendo você, quente, a todo instante.



Balada de uma tristeza, que se acha em coisas belas

Estou triste, como um palhaço que não sabe mais improvisar
Estou triste, como uma criança, que não pode mais brincar
Estou triste, como uma manhã de sol, que perdeu seu encanto
Porque com o calor que se excedeu, fez pegar fogo em todo canto.

Estou com os olhos prontos para marejar
Como ondas azuis de um mar, que está poluido
Como a praia com um sol que não pára de brilhar
como num deserto, seco e sem vida... perdido 

Estou assim, como não se deve estar, por querer mais do que se pode ter
Estou assim, porque simplesmente esqueci, que se pode parar e absorver
Uma lágrima, perdida, quando se está assim, de certa forma, pronta pra rolar.
Estou, assim, triste, como pássaro que olha o céu, azul, e não aguenta mais voar

Escritor

Bebida na mesa...
O escritor, se serve
Bebida, ali, servida,
E o escritor, não escreve!

Está estancado o assunto
A vontade, está dilatada
Mas toda a verve, virou defunto
E a vontade, ali, exacerbada

A bebida está ali, 
pra consolar o escritor
que se sente destruir
não sabe sentir tanta dor.


Então, ele não escreve mais
quer muito, tem tanta vontade
que sente todos os gritos dos ais
sente, as letras que lhe ardem,

mas não consegue transfigurar
do carretel de linha que não desenrola
para o papel, não consegue a figura...
da estória, parou a engrenagem da roda

Ele, não consegue... olhos vermelhos
Também,  não consegue dormir,
Com tanta dor, e  simplesmente não veio
nenhuma frase, boa que coubesse ali.

Ele olha o papel em branco,
É como uma mulher, pedindo
para que ele a ame, desafiando,
instigando, sensual, se abrindo...

O cheiro do cigarro apagado, 
O faz ascender outro cigarro,
Papel, fácil de desembrulhar
Como estória boa de se contar.

Está ali, aquele pobre escritor
Que não consegue escrever
Porque não sabe sentir tanta dor
Do adeus, torto, que acabou de sofrer


Tenho Medo!


Quero seguir, adiante...
Mas tenho medo!
Quero ir, desafiante
Mas, temo o enredo,

que possa ser essa nova história
que possa virar essa rapsódia
quem pode me negar, que o barco não vai virar?
quem vai dizer que o porto seguro está além desse mar?

Quero ir, seguir adiante nessa bifurcação
Quero seguir, mudando a direção,
E ver outras paisagens, outras vidas,
E ver, enfim, outra de mim, menos perdida.

mas quem pode me garantir, que não vou me machucar?
quem confirma, que há garantias no final do caminho, pra eu pegar
quem garante, que as coisas, vão dar certo, e que o sol vai aparecer
quem garante, que não precisa de guarda-chuva, que não vai chover?

Quero muito seguir  adiante,
Perder toda essa desconfiança
de que o mundo, pode dar esperança
pra que eu me torne, menos farsante,

mas como ter certezas, nesse mar turvo,
de que não vou sofrer, num breve futuro?
como ter certeza, de que não terei pesadelo,
quero mudar, irreversivelmente, mas tenho medo.




Ninguém, Que Ali Está!

Toda dia eu acordo,
Deixo o dia entrar...
Pra ninguém....
Que está ao meu lado, dormindo

Toda noite, no mesmo lugar...
Toda noite, ninguém, está ali
Pra baixar o volume...
Reclamar que eu não amo...

Toda noite, tudo está no mesmo lugar,
Os olhos deixam o dia entrar, pra mim
Pra que eu não veja ninguém
Aquele ninguém que não conta novidades

Eu abro os olhos, e deixo ninguém entrar
Pra mim, pra me fazer feliz...e deixo os sonhos
Acordarem, indo pra longe de mim...

Eu olho, tudo de longe, estando ao lado,
De tudo... estou longe, estando dentro de tudo...
Por mais que eu tente... vou... entrando mais
Como carro sem freio... vou me achatar num muro de solidão

E ninguém pra estar ali, 
Pra poder me acolher,
Pra poder dizer, coisas confortáveis
E ao menos, tentar devolver, meu alguém, 
morto nesse acidente!

(Inspirada na música: Pra Ninguém de Nila Branco, antes cantada por Capital Inicial)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Boca de Mulher!

Veio a mim
esse vêio, sem fim
de prazer intenso
nos teus olhos...imenso

 


Veio a mim assim!

quente...
presente...

veio assim,
como quem... nada quer
veio, sem fim
pedindo-me beijos de mulher...

Dei, olhos de menina
Boca de assassina
rompendo-me a ânsia
de romper a distância

Veio...ahhhsssiiimm!
perdido na léguas,
encontrado, em mim
sabendo: não há tréguas.

Nos olhos arrebatadores
Vejo risos, sinto odores...
Um corpo extenuado...
e outro extasiado

 
entregues, aos poucos, derreter
Deleitados do corpo
um do outro...
embebidos de prazer

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sem lirismo

Hoje estou pouco poeta! Muito humano,
Quero teu olhar em mim, mundano
Não quero o fino licor da letra,
Quero o fino licor de tuas besteiras
Ditas ao pé do ouvido...lambido...
Quero tremer com tuas mãos em mim
Quero tremer com tua voz... assim...
quero tua carne quente e molhada
querendo cada vez mais, ser saciada
quero tua fome, para comer, ser devorada...
Não quero letras nem papel... nem poemas
Não quero sofreres injustos, nem dilemas
Quero te sorver os sonhos, os mais sujos
Quero te arrebatar, com meu corpo, impuro
Quero te mover pra frente de mim, em seu olhar,
Sem nenhum lirismo, nem poesia, quero te estravazar! 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Mais um Carnaval














E lá vem mais um carnaval...
Mais uma carne sem igual
Pululando, sem reservas
Puluando, sem tréguas.

E lá vem, mais um canaval,
Mais sorrisos, desfiles e tal
Mais sonhos de identidade amoral
Mais preces, num desfile pontual...

E o mundo?
Jorra sangue,
E o mundo?
Que se estanque.

Arrebentados pelas misérias
Quando surge dias de festas
Então, é como tirar férias
De tudo aquilo que não presta!

Mas as pragas do mundo, que nos fazem mal,
Perdidas dentro de copos de tequila e sal,
Com samba, suor, cerveja e nú frontal
se esquecem... e lá vem, mais um carnaval.


domingo, 14 de fevereiro de 2010

... Enquanto isso...

...Enquanto isso estou aqui
Só, comigo e meus pensamentos,
impuros, queria ter alguém, sim
mas não esse da maneira que está aqui.
Queria alguém, mas não só em meus filamentos.
... enquanto isso, aquele corpo inerte, dorme
enquanto isso, o meu corpo verte, me consome
queria alguém sim, mas não só para querer,
e não o queria somente para para ver, 
queria alguém, pra mim, alguém com alma
alguém sem fim, alguém que me tivesse com calma...
enquanto isso, a vida, aquela que eu julgo minha
se vai, esvaindo-se como fumaça, perdendo sua sina
vai... vai...e enquanto isso, fico, com minha alma, que me assassina.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

METADES DUM POETA

(por: Wilson R.)



É o poeta metade paz, metade guerra;
metade dor, metade festa;
metade boa e outra que não presta.

É o poeta metade sonho, metade chão;
metade doença, metade cura;
metade suja e outra metade que é pura.

E, se almeja o coração a vida e a liberdade,
os pulsos imploram a navalha
e os pés almejam o grilhão.

E, se a alegria lhe é mãe,
a melancolia é sua amante
e o pranto, seu irmão.

Metade lágrima feliz, metade riso triste.
Lutador cabisbaixo de punhos em riste,

Ah!, o poeta...
Um monte de metades
dum todo
onde sempre falta
uma parte.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Discutindo a Relação


Aí, ela queria discutir a relação,
Eu disse que não, 
Que ja era hora do jogo
E que hoje ia pegar fogo
Era clássico, bom pra cachorro
Mas ela disse: O jogo ou eu?
A olhei de cima a baixo,
e perguntei, mas o que é que te deu?
O jogo o eu?
Sossega o seu facho!
Então, tá, disse e veio o esculacho:
Se voce não me ama mais
Já passou da hora, vá
Volte para a casa dos seus pais.
Como assim?
O carro e a casa são meus!
Mas o que é que te deu, mulher?
Voce, não me quer mais, não é?
Do que é que voce está falando?
E o jogo lá, rolando
A bola ali, quicando...
Quase um gol
que eu quase comemorei
E foi aí que eu errei.
Viu, nem me ouve, 
Me pergunta-"o que houve",
por mera educação, 
ah, não! Isso é que não,
a casa e o carro, ficam comigo
Mas e eu, que faço?
Vá dormir na casa do seu amigo
Olha, ta passando meu jogo
Depois a gente conversa, tá bem?
E o jogo esquentando
E minha mulher, esperneando...
Tá bom, coração, toma aqui meu cartão
Vai, passeia, areja que é bom
Depois te levo pra jantar,
E se ainda assim quiser se separar,
Aí, a gente pode até conversar!
Voce acha que é assim?
Não ve que não tá dando mais
Nem pra voce, nem pra mim?
Não é um cartão,
E aí tudo fica bom.
Não, não é,
mas o jogo já ta pelos 45
E eu sinto, mesmo, sinto
muito e muito, as agora,
não, dá, nem pra respirar
quanto mais falar
Vá, saia e se divirta, 
depois a gente se comunica.
Viu? Voce não me ama mais!
Ai, meu santo saco!
É, não te amo, é fato!
Vou para minha mãe!
Ótimo, quando voltar
(ouvi a porta quase quebrar)
Não esquece e traz uns pães.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Na Janela!

Estava eu à janela...
Velha...
Olhando por ela
Aquela velha...
Andando, séria...
Pensando, 
na vida que leva...
E releva...
E espera...
Vi na janela, velha,
a tal velha... 
que espera,
enquanto a vida
a leva.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Horas...

Daí que tentei de tudo.
Dormia, acordava
e, nada
Levantava, comia
bebia, mas, nada
Tentava ver TV,
qual o que,
nem sono, 
nem euforia
nada.
Daí que ouvi
a chuva, cair
molhar, de novo
e de novo, e de novo
o chão tosco.
Daí que não vi
nada acontecer
nem no amanhecer
era tudo igual,
sem doce
nem sal

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Café


Pra acordar, café.
Pra conversar, café.
Pra deixar o tempo passar, café.
Pra depois que for almoçar, café.
Pro fim de tarde se esticar, café.
Pra depois que for jantar, café.
Pra ver tv e cochilar, café.

                           Pra dormir e sonhar, café.
                           Pra acordar, café ...



segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

FalsIdade (por: Cesar Veneziani)









planos, planos
e lá se vão os anos
a gente adia
a execução
e a covardia
entra em ação
o sonho, então
vira mera desculpa
culpa transferida
e a ferida
do não fazer
corrói a esperança
aí se lança
mão da senilidade
e na idade avançada
se volta a ser criança
mas não de verdade


Escrito por Cesar Veneziani




sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Querer à flor da pele

Ando tão a flor da pele,
Que quero tudo... e o tudo tem que ser agora,
rasgado, varado... embebido em prazer...
quero, apenas quero, e não quero nem saber...


Ando tão a flor da pele,
que quero minha pele suada
pelo sol, que bate no deserto...
aquele sol, quente... cortante...
aquele mesmo sol, do olhar querente...


Quero, aquele querer sem fim...
quero aquele desejo... aquele do último suspiro
aquele mesmo desejo, de vida...
quero e apenas quero... à flor da pele

Um beijo



Olhava para ele paralizada, e se perguntava se era mesmo o convite que pensava ver, mesmo vendo seus lábios, tomados de volúpia e desejo, quase roçando os seus.
Aproximou-se, fechou os olhos, e o mundo sumiu, e tudo silenciou-se, no meio de toda aquela gente, sentiu o paraíso dentro de si.
Tudo então havia mudado, sabia que poderia voar, que não cairia, que poderia mandar no tempo, se quisesse, não mais choveria, sabia que poderia tudo.
Mas não quis nada, só pegou todo aquele momento, com carinho, guardou no bolso, com cuidado, e quando chegou em casa, o depositou numa caixinha de jóias, era afinal a mais preciosa.
E foi dormir, feliz!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Sr. Natal


Era então de novo o tal o senhor Natal, batendo à minha porta, vinha de novo me cobrar, a conta que eu não tinha pago no ano passado. 
Era ele, e não tinha como negar, tinha que fazê-lo entrar... o Sr. Natal!
Ele veio com um cântico, que de tão doce, quase fico com diabetes, veio com umas lamúrias, que precisei fazer um esforço, para lembrar-me de que se tratava de uma festa, me veio com um sermão, que me senti na própria basílica de são pedro, ele me veio, então com olhos de quem pede presente, que me senti de vermelho e barbado...
Daí não entendi, uma coisa não combina com a outra, ou é festa pagã, ou é festa cristã,  mas aí me disse então o sr Natal, com olhos de cristal, são os dois, as explicações sempre se deixa pra depois!