Olá!!!!!

Você está entrando num mundo de sensações poéticas, lembre-se, tudo o que você possa vir a sentir será de sua inteira responsabilidade.

PHOENIX

PHOENIX

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Nem Começou!


Nem começou, já acabou!
Voce apareceu, me absorveu
E se foi, com seu olhar, meu eu
Se foi, e ainda tinha tanto por falar!

Nem começou, e quando fui começar a te sentir
voce olhou, abriu um sorriso, e disse adeus
assim, como quem não quer nada, começou a sair
da minha vida, da minha história, e de todo o meu eu!

Mas nem tudo se vai, a história fica
A sensação é eterna e se replica
E o adeus, embora pra sempre,
sempre fica, incrustrado na memória, 


Voce, que nem bem começou a viver
uma vida nova, e assim, já vai embora
Voce, que assim, ja começa a me ver
de longe, sei, é medo, vejo isso de fora!


Não! Não é assim que se vive!
Uns tem sorte, outros só precisam
olhar melhor, sei porque já estive
onde voce está, e nem todos ensinam!

nem todos olham ao redor!

Tá tudo errado, tudo trocado
Tá tudo perdido, e você sabe
A ilusão é linda, como dourado
E é falsa, mas o brilho... arde!

Você se vai, mais uma vez, se proteger
Mas diga, sem pensar, exatamente do que
voce acha que afinal vai se precaver?
Irá seguir adiante, e assim acaba de se perder...

Então, vai perceber, agora sem retorno
Que todas as lágrimas que chorou,
não valeram, porque não te desabrochou

não valeram, porque teu coração ficou... morno!




domingo, 4 de abril de 2010

Voce veio!

voce veio assim, sem querer
veio, sem ter medo, sem prever
um futuro incerto, um não ficar perto

voce trouxe seu olhar pra mim
como um presente, que se dá
sem querer saber quem vai gostar
Simplesmente, se fez presentear

E no teu sorriso, eu sinto
Uma segurança, um acalanto
Um calor doce, um carinho
Um acorde suave, um canto

Voce veio, sem medo
Sem sentir o menor receio
De não receber o mesmo olhar
Mas veio sem medo de falar

Veio mudar o curso das coisas
Esquecer de uma vida pouca
Saber que há cores de matiz
Suavemente sutis e febris

Voce veio, displiscentemente
Voce veio, quase indescente
Trazendo um sorriso maroto
mas seguro como cais de porto.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Palhaço!



Oh, Arlequim
O que é feito de você?
Tem medo, afinal de quê?
Será de mim, ou vai ver,
que é de você, por andar
na corda bamba, pronto pra cair
mas não está pronto pra se machucar?
Fique tranquilo, oh, doce palhacinho,
fique tranquilo, pra isso, ninguém está.
Arlequim, tua face pintada, teu nariz
carmim, tua graça de menino, aprendiz
é o que faz um mundo gentil e alegre surgir
mas todos se esquecem que você, não é de aço
Dizem, que o fugás ladrão de corações é o Palhaço
mas quantas vezes você já foi ludibriado, já foi roubado 
e quantos sabem que quando você rouba, é sem a noção,
rouba assim, na contramão, de qulaquer nobre movimento
rouba sem querer, sem nenhuma petensão ou fingimento,
daí ter medo, ter um coração de alguém na mão! O que fazer?
Deixar e correr, esquecer, ou voltar atráz, guarda-lo, acolher... 
Afinal, arlequim, do que você tem medo, seria medo de mim?
ou ainda pior, mas poderia ser sim! Poderia ser medo de você,
ir de novo, globo da morte, motos traiçoeiras, envolto em paixão,
ou seria, voar como os acrobatas, cair, e se estraçalhar, no chão?
Ou, Arlequim, você tem medo, é de se achar, em seus desejos?



terça-feira, 16 de março de 2010

Pra que, pra nada?

Ela havia se arrumado, 
com cuidado
Havia tomdo um banho
demorado
Ela havia se perfumado
delicadamente
Havia escolhido a melhor roupa
demoradamente

Havia um sem fim de razões
Alegria
Era então o que ela sentia
Certeza
De que a noite seria
Doce

Passou-se o tempo
tic-tac
Surgiu um lamento
tic-tac
Viu-se amuada
tic-tac

O tempo passou, e a roupa...
amarrotou
O tempo passou e o sorriso
amarelou
O tempo, cessou
parou!

Voltou para casa
cansada
Corpo lavado, perfumado,
cuidado
Roupa lavada, perfumada,
alinhada

E afinal, pra que tanto empenho?
esmero?
Pra que afinal o melhor creme
espelho
Aquele corpo, sedento, ali
perdido
Pra que afinal tanta sutileza armada?
pra nada?

Sorriso Triste

Ela então sorriu!
Estava numa festa
Bastava pois sorrir
Ela suspendeu o folego
E mostrou seus dentes

Ninguém sabia a quantas, 
andava aquele coração, apertado
amuado, pequeno, quase vazio
ninguém sabia
Porque... Ela, sorria
amargurada, que estava
não sentia vontade de chorar

Sorriu, porque era a única coisa a fazer
Sorriu, porque mentiu sobre o que ia acontecer
Sorriu, porque sabia que ia prever, algo triste
Sorriu, porque é sempre a única coisa concreta que existe

Ela então sorriu!
Bastava pois sorrir
ninguém sabia
Porque ela, sorria
amargurada, que estava
Sorriu, porque era a única coisa que restava




segunda-feira, 15 de março de 2010

Onde está o Escritor?

 






Houve um tempo em que tu vinhas
E sentia então o cheiro das vinhas
E um gosto de vinho, tinto, denso
molhando meu paladar. Páro e penso
Onde andará o poeta? Que fará o poeta?
Estará criando, ou apenas de porta aberta,
deixando o vento passar, por suas têmporas
deixando o tempo ditar, gritando temporais,
Onde afinal, ó poeta, onde afinal, vós estais?
Quero ver-te, sentir-te, o cheiro da tua tinta,
ainda fresca, do que enfim acabas de escrever...
Quero poder ver, como o pintor, que pinta
quadros pra ninguém, que joga às ruas, para todos
como pintor, faz a vida mais colorida, para poucos
que sabem ver, pergunto, afinal, onde estará você?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Tolos no Palco

Um poema de Vini

http://anjomaldito.blogspot.com

Todos no palco
Iluminados
Iludidos
Ludibriados

Todos no palco
Empurrões para o escuro
Para o vazio
Pra a coxia e pro frio

Todos no palco
querendo brilhar
Esperando a deixa
que está a demorar

Todos no palco
querendo aparecer
Mais que
Todos no palco

Tolos no palco
e na platéia ninguém 
 
 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Cansaço.

Estou cansado de escrever
E de saber, que nada vai mudar
Estou cansado de saber
Que vou olhar, o mundo, e calar

E águas cansadas vão cair,
Indo embora, do resto de mim
Vão rolar como agulhas, sem fim
Fazendo meu coração, se ferir

Estou com o corpo fatigado, moído
Roto, perdido em mim, fluído
Tentando, inutilmente, sobreviver
A essa dor, torpe, querendo esquecer,

dessa fome, que vem sempre a noite
que pega as entranhas, embaraça e amarra
que se envolve, se revolve, e se agarra
gemendo tristes ais, em torpes num açoite...

Estou cansado, embriagado de solidão
Estou cansado de procurar um amor
que há tempos, pegou o trem na estação
corri, pra impedir, mas nem adeus deixou

Estou flagrado, em todas essas emoções
E fui eu quem um dia, quis vender ilusões
Como balões coloridos, achando que iam durar,
sem cuidado, ignorei que podem estourar.

Estou cansado, como não se podia ficar
Estou prostado, sem forças pra levantar
Querendo café na cama, quente, revigorante
Querendo você, quente, a todo instante.



Balada de uma tristeza, que se acha em coisas belas

Estou triste, como um palhaço que não sabe mais improvisar
Estou triste, como uma criança, que não pode mais brincar
Estou triste, como uma manhã de sol, que perdeu seu encanto
Porque com o calor que se excedeu, fez pegar fogo em todo canto.

Estou com os olhos prontos para marejar
Como ondas azuis de um mar, que está poluido
Como a praia com um sol que não pára de brilhar
como num deserto, seco e sem vida... perdido 

Estou assim, como não se deve estar, por querer mais do que se pode ter
Estou assim, porque simplesmente esqueci, que se pode parar e absorver
Uma lágrima, perdida, quando se está assim, de certa forma, pronta pra rolar.
Estou, assim, triste, como pássaro que olha o céu, azul, e não aguenta mais voar

Escritor

Bebida na mesa...
O escritor, se serve
Bebida, ali, servida,
E o escritor, não escreve!

Está estancado o assunto
A vontade, está dilatada
Mas toda a verve, virou defunto
E a vontade, ali, exacerbada

A bebida está ali, 
pra consolar o escritor
que se sente destruir
não sabe sentir tanta dor.


Então, ele não escreve mais
quer muito, tem tanta vontade
que sente todos os gritos dos ais
sente, as letras que lhe ardem,

mas não consegue transfigurar
do carretel de linha que não desenrola
para o papel, não consegue a figura...
da estória, parou a engrenagem da roda

Ele, não consegue... olhos vermelhos
Também,  não consegue dormir,
Com tanta dor, e  simplesmente não veio
nenhuma frase, boa que coubesse ali.

Ele olha o papel em branco,
É como uma mulher, pedindo
para que ele a ame, desafiando,
instigando, sensual, se abrindo...

O cheiro do cigarro apagado, 
O faz ascender outro cigarro,
Papel, fácil de desembrulhar
Como estória boa de se contar.

Está ali, aquele pobre escritor
Que não consegue escrever
Porque não sabe sentir tanta dor
Do adeus, torto, que acabou de sofrer


Tenho Medo!


Quero seguir, adiante...
Mas tenho medo!
Quero ir, desafiante
Mas, temo o enredo,

que possa ser essa nova história
que possa virar essa rapsódia
quem pode me negar, que o barco não vai virar?
quem vai dizer que o porto seguro está além desse mar?

Quero ir, seguir adiante nessa bifurcação
Quero seguir, mudando a direção,
E ver outras paisagens, outras vidas,
E ver, enfim, outra de mim, menos perdida.

mas quem pode me garantir, que não vou me machucar?
quem confirma, que há garantias no final do caminho, pra eu pegar
quem garante, que as coisas, vão dar certo, e que o sol vai aparecer
quem garante, que não precisa de guarda-chuva, que não vai chover?

Quero muito seguir  adiante,
Perder toda essa desconfiança
de que o mundo, pode dar esperança
pra que eu me torne, menos farsante,

mas como ter certezas, nesse mar turvo,
de que não vou sofrer, num breve futuro?
como ter certeza, de que não terei pesadelo,
quero mudar, irreversivelmente, mas tenho medo.




Ninguém, Que Ali Está!

Toda dia eu acordo,
Deixo o dia entrar...
Pra ninguém....
Que está ao meu lado, dormindo

Toda noite, no mesmo lugar...
Toda noite, ninguém, está ali
Pra baixar o volume...
Reclamar que eu não amo...

Toda noite, tudo está no mesmo lugar,
Os olhos deixam o dia entrar, pra mim
Pra que eu não veja ninguém
Aquele ninguém que não conta novidades

Eu abro os olhos, e deixo ninguém entrar
Pra mim, pra me fazer feliz...e deixo os sonhos
Acordarem, indo pra longe de mim...

Eu olho, tudo de longe, estando ao lado,
De tudo... estou longe, estando dentro de tudo...
Por mais que eu tente... vou... entrando mais
Como carro sem freio... vou me achatar num muro de solidão

E ninguém pra estar ali, 
Pra poder me acolher,
Pra poder dizer, coisas confortáveis
E ao menos, tentar devolver, meu alguém, 
morto nesse acidente!

(Inspirada na música: Pra Ninguém de Nila Branco, antes cantada por Capital Inicial)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Boca de Mulher!

Veio a mim
esse vêio, sem fim
de prazer intenso
nos teus olhos...imenso

 


Veio a mim assim!

quente...
presente...

veio assim,
como quem... nada quer
veio, sem fim
pedindo-me beijos de mulher...

Dei, olhos de menina
Boca de assassina
rompendo-me a ânsia
de romper a distância

Veio...ahhhsssiiimm!
perdido na léguas,
encontrado, em mim
sabendo: não há tréguas.

Nos olhos arrebatadores
Vejo risos, sinto odores...
Um corpo extenuado...
e outro extasiado

 
entregues, aos poucos, derreter
Deleitados do corpo
um do outro...
embebidos de prazer

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sem lirismo

Hoje estou pouco poeta! Muito humano,
Quero teu olhar em mim, mundano
Não quero o fino licor da letra,
Quero o fino licor de tuas besteiras
Ditas ao pé do ouvido...lambido...
Quero tremer com tuas mãos em mim
Quero tremer com tua voz... assim...
quero tua carne quente e molhada
querendo cada vez mais, ser saciada
quero tua fome, para comer, ser devorada...
Não quero letras nem papel... nem poemas
Não quero sofreres injustos, nem dilemas
Quero te sorver os sonhos, os mais sujos
Quero te arrebatar, com meu corpo, impuro
Quero te mover pra frente de mim, em seu olhar,
Sem nenhum lirismo, nem poesia, quero te estravazar! 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Mais um Carnaval














E lá vem mais um carnaval...
Mais uma carne sem igual
Pululando, sem reservas
Puluando, sem tréguas.

E lá vem, mais um canaval,
Mais sorrisos, desfiles e tal
Mais sonhos de identidade amoral
Mais preces, num desfile pontual...

E o mundo?
Jorra sangue,
E o mundo?
Que se estanque.

Arrebentados pelas misérias
Quando surge dias de festas
Então, é como tirar férias
De tudo aquilo que não presta!

Mas as pragas do mundo, que nos fazem mal,
Perdidas dentro de copos de tequila e sal,
Com samba, suor, cerveja e nú frontal
se esquecem... e lá vem, mais um carnaval.


domingo, 14 de fevereiro de 2010

... Enquanto isso...

...Enquanto isso estou aqui
Só, comigo e meus pensamentos,
impuros, queria ter alguém, sim
mas não esse da maneira que está aqui.
Queria alguém, mas não só em meus filamentos.
... enquanto isso, aquele corpo inerte, dorme
enquanto isso, o meu corpo verte, me consome
queria alguém sim, mas não só para querer,
e não o queria somente para para ver, 
queria alguém, pra mim, alguém com alma
alguém sem fim, alguém que me tivesse com calma...
enquanto isso, a vida, aquela que eu julgo minha
se vai, esvaindo-se como fumaça, perdendo sua sina
vai... vai...e enquanto isso, fico, com minha alma, que me assassina.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

METADES DUM POETA

(por: Wilson R.)



É o poeta metade paz, metade guerra;
metade dor, metade festa;
metade boa e outra que não presta.

É o poeta metade sonho, metade chão;
metade doença, metade cura;
metade suja e outra metade que é pura.

E, se almeja o coração a vida e a liberdade,
os pulsos imploram a navalha
e os pés almejam o grilhão.

E, se a alegria lhe é mãe,
a melancolia é sua amante
e o pranto, seu irmão.

Metade lágrima feliz, metade riso triste.
Lutador cabisbaixo de punhos em riste,

Ah!, o poeta...
Um monte de metades
dum todo
onde sempre falta
uma parte.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Discutindo a Relação


Aí, ela queria discutir a relação,
Eu disse que não, 
Que ja era hora do jogo
E que hoje ia pegar fogo
Era clássico, bom pra cachorro
Mas ela disse: O jogo ou eu?
A olhei de cima a baixo,
e perguntei, mas o que é que te deu?
O jogo o eu?
Sossega o seu facho!
Então, tá, disse e veio o esculacho:
Se voce não me ama mais
Já passou da hora, vá
Volte para a casa dos seus pais.
Como assim?
O carro e a casa são meus!
Mas o que é que te deu, mulher?
Voce, não me quer mais, não é?
Do que é que voce está falando?
E o jogo lá, rolando
A bola ali, quicando...
Quase um gol
que eu quase comemorei
E foi aí que eu errei.
Viu, nem me ouve, 
Me pergunta-"o que houve",
por mera educação, 
ah, não! Isso é que não,
a casa e o carro, ficam comigo
Mas e eu, que faço?
Vá dormir na casa do seu amigo
Olha, ta passando meu jogo
Depois a gente conversa, tá bem?
E o jogo esquentando
E minha mulher, esperneando...
Tá bom, coração, toma aqui meu cartão
Vai, passeia, areja que é bom
Depois te levo pra jantar,
E se ainda assim quiser se separar,
Aí, a gente pode até conversar!
Voce acha que é assim?
Não ve que não tá dando mais
Nem pra voce, nem pra mim?
Não é um cartão,
E aí tudo fica bom.
Não, não é,
mas o jogo já ta pelos 45
E eu sinto, mesmo, sinto
muito e muito, as agora,
não, dá, nem pra respirar
quanto mais falar
Vá, saia e se divirta, 
depois a gente se comunica.
Viu? Voce não me ama mais!
Ai, meu santo saco!
É, não te amo, é fato!
Vou para minha mãe!
Ótimo, quando voltar
(ouvi a porta quase quebrar)
Não esquece e traz uns pães.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Na Janela!

Estava eu à janela...
Velha...
Olhando por ela
Aquela velha...
Andando, séria...
Pensando, 
na vida que leva...
E releva...
E espera...
Vi na janela, velha,
a tal velha... 
que espera,
enquanto a vida
a leva.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Horas...

Daí que tentei de tudo.
Dormia, acordava
e, nada
Levantava, comia
bebia, mas, nada
Tentava ver TV,
qual o que,
nem sono, 
nem euforia
nada.
Daí que ouvi
a chuva, cair
molhar, de novo
e de novo, e de novo
o chão tosco.
Daí que não vi
nada acontecer
nem no amanhecer
era tudo igual,
sem doce
nem sal